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Quarta, 3 de outubro de 2007, 12h53 Rincón diz que Corinthians tinha "morte anunciada" |
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O ex-jogador Freddy Rincón, disse, em entrevista ao Terra Esportes TV, nesta quarta-feira, que o que acontece com o Corinthians hoje, vítima de investigações envolvendo o parceiro MSI, era uma "morte anunciada". No entanto, para o colombiano, as coisas erradas tem data marcada para serem desvendadas.
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» Assista ao vídeo em que Rincón admite que Marcelinho é seu único desafeto
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"É difícil falar se me surpreendeu porque infelizmente no futebol está tendo cada vez mais surpresas. Acho que coisa errada tem data marcada, mas com certeza ela será pega um dia", disse.
"O que está acontecendo no Corinthians já era uma morte anunciada. Da forma que conseguiram montar um time daqueles era lógico que a situação não daria certo", completou o colombiano.
Rincón disse também que entre os clubes que defendeu em São Paulo (Corinthians, Santos e Palmeiras), a equipe do Parque São Jorge é o time com quem mais se identifica por conta dos títulos que faturou.
"Identifico-me mais com o Corinthians. Passei mais tempo, ganhei mais títulos e sofri junto com eles", comentou, antes de agradecer o rival Palmeiras por ter lançado o colombiano para o futebol do País.
"Do Palmeiras eu sempre agradeço por ter dado a primeira oportunidade aqui no Brasil. A verdade é que não tenho nada contra e não saí brigado de lá. Mas no Santos foi um problema maior", lembrou.
Na entrevista, Rincón fez críticas ao presidente do Santos, Marcelo Teixeir,a por conta de uma possível dívida que o dirigente e o time paulista tinham com o ex-jogador. Além disso, atacou também seu ex-companheiro de Corinthians, Marcelinho Carioca.
O colombiano aproveitou para se defender das acusações de lavagem de dinheiro. Segundo ele, o traficante Pablo Rayo Montaño é um amigo de infância que tomou o rumo errado na vida.
"É uma amizade de infância. Mas cada um toma seu rumo. Meu rumo foi esse que todos conhecem. Se ele faz coisa errada, o problema é dele. Quem tem que ver isso é a Justiça. Não tenho nada a ver com isso", defendeu-se.
A Justiça do Panamá acusa o ex-jogador de ser o "testa-de-ferro" de Pablo Rayo Montaño em uma empresa de pesca que utilizaria suas lanchas para transporte de cocaína. O traficante foi capturado em 2006, ano em que Rincón foi detido pela primeira vez.
O Supremo Tribunal Federal outorgou a liberdade condicional e agora decide se aceita ou não o pedido de extradição do colombiano. Por conta das acusações.
Rincón ficou detido por 123 dias em São Paulo. Segundo ele, esse tempo fez com que ele aprendesse muito e que agora ele "penera" suas amizades.
"Você aprende muita coisa. A única coisa pior que isso é a morte, não desejo isso a ninguém. Fui privado de minha liberdade, mas entrei com cabeça boa e agora comecei a penerar os amigos. Estou tranquilo", completou.