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Segunda, 26 de novembro de 2007, 18h02 Ministro defende novo estádio para substituir Fonte Nova |
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O ministro dos Esportes, Orlando Silva, defendeu nesta segunda-feira a construção de um novo estádio em Salvador, com recursos da iniciativa privada, para ser utilizado na Copa do Mundo de 2014. A idéia do político é desativar a Fonte Nova, que neste domingo teve parte de sua arquibancada demolida, provocando a morte de sete torcedores.
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Orlando Silva se reuniu a portas fechadas com o diretor da Superintendência dos Desportos da Bahia (Sudesb), Bobô, campeão brasileiro de 1988 pelo time tricolor. O órgão é o responsável pela administração do estádio.
"Com esse projeto para a Copa de 2014, acho que a Bahia deve ter uma arena moderna. A Fonte Nova não tem a menor condição de sediar competições da Fifa, nem o Campeonato Brasileiro", declarou o ministro.
Cerca de 60 mil torcedores comemoravam o acesso do Bahia à Série B do Campeonato Brasileiro, quando um degrau do anel superior desabou, deixando, além dos mortos, aproximadamente 25 feridos que passavam embaixo do local.
De acordo com especialistas, as autoridades locais ignoraram alertas sobre as péssimas condições do estádio em Salvador, que é uma das 18 cidades postulantes à cidade-sede da Copa de 2014. Salvador apresentou projeto para construção da Arena Bahia, com capacidade para 44 mil pessoas.
Orlando Silva lembrou que a decisão sobre a desativação e eventual demolição do estádio, como pedido por alguns torcedores do clube após a tragédia, é responsabilidade do governo estadual, mas demonstrou ser favorável ao fim da Fonte Nova.
"Minha opinião é que um novo estádio deve ser construído com recursos privados e administrado pela iniciativa privada", afirmou, repetindo o discurso da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a ausência do setor público na construção de estádios para a Copa.
O governador da Bahia, Jaques Wagner, não descartou a demolição do estádio, que foi construído em 1951 e nunca passou por uma reforma geral. "Esse ocorrido, infelizmente com vítimas, se soma àqueles que já defendiam a demolição da Fonte Nova", afirmou.
Desde janeiro de 2006 o Ministério Público da Bahia tem uma ação civil pública para impedir o uso da Fonte Nova. A ação contra Sudesb e Bahia, entretanto, nunca refletiu em desdobramento prático.
O procurador-geral do MP, Lidivaldo Britto, disse nesta segunda-feira que vai aguardar a conclusão do inquérito policial para apontar criminalmente os responsáveis pela tragédia. "Provavelmente por crime doloso, que é quando há negligência, imprudência ou imperícia", afirmou.