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Terça, 27 de novembro de 2007, 16h07  Atualizada às 16h22

Laudo apontava situação da Fonte Nova desde 2001

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A situação precária do estádio baiano Octávio Mangabeira, conhecido como Fonte Nova, já tinha sido atestada em 2001, 2004 e 2005 pelo Corpo de Bombeiros da Bahia.

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De acordo com a promotora de Justiça do Consumidor, Joseane Suzart, o laudo apontava problemas na estrutura do estádio, principalmente, na movimentação anormal das arquibancadas nos dias de jogos.

Em 2006, o Ministério Público pediu a interdição do estádio, mas a liminar, segundo a promotora, nem chegou a ser apreciada pelo judiciário.

Além dos problemas estruturais, o laudo também apontava problemas sanitários como falta de água e energia na cantina, o que dificultava a higienização dos alimentos. Entretanto, o que mais chocou a promotora foi a falta de equipamentos preventivos.

"Imagina, no século atual, o Estado da Bahia, no seu maior estádio, não dispor de uma precaução de instrumentos que garantem o combate a qualquer evento danoso que pudesse acontecer, como incêndios por exemplo."

No último domingo, parte da arquibancada da Fonte Nova cedeu e sete pessoas morreram depois de cair de uma altura de 15m, durante o jogo entre o Bahia e o Vila Nova.

De acordo com Joseane, a Justiça deve acelerar o processo para que as famílias das vítimas sejam indenizadas o mais rápido possível.

Agência Brasil