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Terça, 27 de novembro de 2007, 17h00  Atualizada às 20h43

Governador da BA anuncia implosão da Fonte Nova

Fabiane Madeira
Direto de Salvador
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O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), anunciou a assessores que irá implodir a Fonte Nova. A decisão é consequência do desabamento de parte do anel superior do estádio, ocorrido no último domingo e que provocou a morte de sete pessoas.

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Ainda segundo assessores do governador, o novo estádio deve ser construído no mesmo terreno onde se localiza hoje a Fonte Nova, porém, com a participação de empresas privadas.

Essa possibilidade já havia sido cogitada por Jacques Wagner logo após a confirmação do Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. A intenção era fazer de Salvador uma das cidades-sedes.

O petista disse que um novo equipamento, que deverá custar entre R$ 300 e R$ 350 milhões, será construído no mesmo lugar, através de Parceria Público Privada (PPP). "Estamos estudando essa possibilidade. Mas se não for possível, o Estado irá arcar com o custo de implantação", assinalou o governador em nota.

Wagner acrescentou, no entanto, que muitas empresas têm manifestado o interesse em participar do projeto. Segundo o governador, não estava totalmente descartada a possibilidade de o novo estádio ser construído em outro local, mas decidiu-se por aproveitar a área para revitalizar a região.

O projeto do governo estadual prevê também a construção de um shopping center e um estacionamento, nos moldes que determina a FIFA, com vaga para 10 mil lugares.

Na nota, o governador destacou que mesmo com a decisão, a apuração das causas do acidente irá continuar. "Vamos apagar essa velha Fonte Nova e proporcionar aos torcedores baianos um estádio digno", prometeu Jaques Wagner.

Além disso, o Ministério Público deve decidir se irá incluir a Federação Baiana de Futebol e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entre os responsáveis pelo acidente ocorrido no domingo, que envolveu aproximadamente 60 pessoas.

"Tanto a Federação, quanto a CBF tem a obrigação de fiscalizar se o estádio está regularizado", disse a promotora Joseane Suzart, da Promotoria do Consumidor do Ministério Público Estadual.

Segundo ela, o Esporte Clube Bahia não poderia ser responsabilizado diretamente pelo desabamento da arquibancada, uma vez que cabe ao clube pedir outras providências para a realização do jogo, como o policiamento. "A agremiação pede ao poder público, mas é ele quem determina o efetivo que irá enviar", acrescentou Joseane.

Inicialmente, a responsabilidade pelo acidente é da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), que administra o estádio. Desde 2006, o MP está com pedido de interdição da Fonte Nova tramitando na Justiça. Desde então, a promotoria vem pedindo o julgamento da ação civil pública, o que não ocorreu.

Para Joseane, a tragédia é fruto da omissão de vários órgãos e instituições. "As informações demonstram a omissão, que vem se prorrogando durante anos".

Por esse motivo, explicou ela, há possibilidade de administrações passadas também serem responsabilizadas pelo acidente, já que laudos anteriores já demonstravam a "possibilidade de colapsos parciais da estrutura".

Redação Terra