Série C

Série C

Quinta, 29 de novembro de 2007, 16h52 

Alunos de colegio ligado à Fonte Nova voltam a estudar

Busca
Saiba mais na Internet sobre:
Busque outras notícias no Terra:

Os alunos desalojados pela interdição da Fonte Nova, após o desabamento de um degrau da arquibancada que provocou a morte de sete pessoas no último domingo, voltaram a estudar. A Secretaria de Educação da Bahia conseguiu transferir os estudantes para outro colégio da rede estadual de ensino.

» Sinaenco: pontos de infiltração
atingem mais estádios

» Coordenador acredita em "vista
grossa" na Fonte Nova

» Laudo era dispensável para
interdição, diz promotora

Os alunos do Colégio Estadual da Fonte Nova, que funcionava embaixo da arquibancada do estádio, recomeçaram as aulas em dez salas do Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia).

De acordo com a Secretaria de Educação, a mudança teve de ser feita o mais rápido possível para não prejudicar o ano letivo, já que as escolas públicas do estado enfrentaram uma greve em 2007.

Com 600 alunos, o colégio interditado tem nove salas e atende da 5ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. O superintendente de Organização e Atendimento Escolar do estado, José Maria Dutra, explicou que um grupo formado por dois pais, dois alunos, professores e membros da direção foi responsável pela escolha do Iceia para abrigar provisoriamente os estudantes.

"O Iceia tinha uma parte de salas ociosas, então lá foi a alternativa para que a escola possa funcionar emergencialmente, para a conclusão do ano letivo dos alunos", disse Dutra.

A transferência, no entanto, não significou o fim dos transtornos. Os alunos agora estão sem acesso à infra-estrutura que tinham no colégio que funcionava embaixo do estádio e reclamam do novo espaço.

"Ficamos surpresos porque aconteceu de repente, do nada. Apesar disso, nós conseguimos vir para cá, essa escola nos acolheu", afirmou Jéssica Cunha, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual da Fonte Nova.

"Mas não está sendo o ideal porque tínhamos toda uma estrutura multimídia e de xadrez, além de aqui ser muito menor do que nossas antigas instalações", criticou a estudante.

Dutra assegurou que a direção da escola já está tomando as providências para que os dias de aula perdidos sejam repostos, por meio de um calendário interno de reposições.

A diretora do Colégio da Fonte Nova, Salomé Brito, confirmou a informação. Quanto às reclamações dos alunos, ela assegurou que são apenas contratempos típicos de primeiro dia de aula.

"Sempre há impacto, afinal, é uma mudança rápida e que provoca transtornos. Foi uma tragédia, realmente. Mas estamos aqui, juntos, buscando encontrar, de novo, o equilíbrio que o grupo tinha", argumentou a diretora.

Agência Brasil