Série A

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Domingo, 2 de dezembro de 2007, 18h52  Atualizada às 10h07

Torcedor corintiano vibra, chora e se revolta no Olímpico

Nabor Goulart/Futura Press

Torcedor corintiano chora com rebaixamento para Série B
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A confiança do torcedor corintiano virou desespero em quatro horas no Estádio Olímpico. Nesse período, alegria, nervosismo, esperança e tristeza se misturaram. E a segunda maior torcida do Brasil, agora, terá de cantar em outras freguesias.

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Logo após o jogo de domingo contra o Grêmio, que definiu o rebaixamento do time para a Série B do Campeonato Brasileiro, a torcida paulista manifestou apoio: "Isso eu já disse: Corinthians eu te amo e sempre te amarei".

Em seguida, muitos choraram enquanto outros iniciavam gritos de ameaça aos jogadores. Durante a partida, houve gritos de incentivo o tempo todo. Mas a equipe apenas empatou por 1 a 1.

"Louco por ti Corinthians" era o grito mais ouvido dos torcedores, enquanto os gaúchos, que disputaram a Série B há dois anos, retrucavam com "ão ão ão segunda divisão."

Eram quase meio-dia quando os corintianos começaram a chegar ao Olímpico. A recepção gaúcha, no entanto, foi hostil. Integrantes da torcida conhecida como "Alma Castelhana" agrediram e roubaram cerca de 15 torcedores paulistas.

Um policial que preferiu não ser identificado contou que esse grupo de torcedores gremistas costuma ser violento. "Eles têm sangue nos olhos", afirmou.

Após o susto inicial, os torcedores passaram a se concentrar na partida. Afinal, era por isso que estavam ali e outras emoções estavam por vir.

"A confiança é total. No Corinthians você sempre tem que acreditar. São 30 milhões de corações batendo neste momento", declarou Rodrigo Eduardo, assistente de exportação, que teve a mochila roubada e estava com o nariz machucado.

Para muitos torcedores corintianos, o goleiro Felipe e o zagueiro Betão são os únicos destaques de um time com uma fraca campanha no Campeonato Brasileiro de 2007. Foram 44 pontos, sendo 10 vitórias, 14 empates e 14 derrotas, com 40 gols marcados e 50 sofridos.

"Os outros são muitos jovens mas não têm culpa (pela situação do time). Estamos passando essa fase por causa de um gerenciamento interno totalmente errado", disse o engenheiro Carlos Alberto Colodoro, 53 anos, que foi de São Paulo a Porto Alegre de avião.

Já um grupo de quatro torcedores afirmou ter enfrentado uma viagem de 20 horas de carro. "Tudo aconteceu. Perdemos as namoradas, o pneu furou, o carro quebrou... Mas no Corinthians a gente nunca perde a esperança", afirmou Vinicius Durante, 23 anos, representante comercial.

A esperança, agora, são por dias melhores. E por uma breve visita à segunda divisão.

Reuters
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