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Cafu rebate declarações de Raí sobre jogo na Chechênia: "infelizes"

28 mar 2011
22h10
atualizado às 23h20
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Cafu classificou como infelizes as reclamações de Raí, seu ex-companheiro de São Paulo e Seleção Brasileira, sobre o amistoso disputado na Chechênia entre um time formado por veteranos brasileiros e um combinado local.

Lateral afirma que futebol pode superar as dificuldades do país
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Foto: AFP

Raí disse por meio de seu blog, no último dia 23, que aceitar o convite foi uma imbecilidade. O ex-meia mostrou-se insatisfeito com a ditadura implantada pelo presidente Ramzan Kadyrov, que está no poder desde 2007 e foi reeleito para mais cinco anos de mandato dias antes da partida. O governante, inclusive, disputou o confronto e marcou dois gols.

Para Raí, foi um evento político e populista para exaltar a imagem de Kadyrov. Cafu não vê por esse lado: "o futebol é capaz de parar guerras. Fomos lá para dar um pouquinho de paz para aquelas pessoas, para que elas pudessem ver os ídolos. Não tenho nada a reclamar do governo da Chechênia", declarou o lateral direito do pentacampeonato ao Sportv .

Cafu chegou a colocar em dúvida o argumento usado pelo ex-colega, que disse só ter se informado sobre a situação do país depois de aceitar o convite do qual tanto se arrepende. "Conheço bem o Raí, ele se informa e não acho que iria para lá sem saber de nada".

"Se o cara é ditador, se é gente boa, não é problema nosso", acrescentou Cafu, antes de assegurar que o acerto financeiro - o cachê - foi feito de maneira individual e não em conjunto pelos jogadores. "Me surpreendi ao ficar sabendo das declarações dele. Não li, mas fiquei sabendo depois. Acho que foram declarações infelizes", completou.

A renda da partida foi destinada também às vítimas das enchentes que assolaram o Rio de Janeiro no começo do ano. A vitória por 6 a 4 do Brazil Stars - como foi chamado o time verde-amarelo, que usou uniformes da CBF - foi construída com gols de Cafu, Sávio, Bebeto (duas vezes) e Romário (também duas vezes).

Gazeta Esportiva

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