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Acusado de chefiar máfia do ingresso, Whelan se entrega à Justiça do Rio

14 jul 2014
18h20
atualizado às 18h27

Raymond Whelan, acusado de chefiar a máfia que comercializava ilegalmente ingressos da Copa do Mundo por preços exorbitantes, se entregou à Justiça no Rio de Janeiro nesta segunda-feira. Whelan é CEO da Match Services, empresa parceira da Fifa na organização do Mundial que tinha direitos sobre a venda das entradas dos jogos do Mundial.

Segundo a Polícia Civil, a máfia foi liderada pelo franco-argelino Mohamed Lamine Fofana. Na última quinta (10), a Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Fofana e mais nove acusados, que estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Entre eles, apenas Whelan continuava solto e estava foragido. O executivo estava hospedado no Copacabana Palace junto com integrantes da Fifa, e quando recebeu o mandado, Whelan deixou o hotel pela porta dos fundos ao lado de seu advogado, Fernando Fernandes.

Desde então, a polícia fez buscas para encontrar o inglês. Ele chegou a pedir um habeas corpus, mas teve a solicitação negada. Segundo a assessoria de imprensa do advogado de Whelan, ele se apresentou ao Tribunal de Justiça do Rio, onde ficou detido até o meio da tarde. Em seguida, foi transferido para a Polinter, na Cidade da Polícia, e deve passar a noite em um presídio carioca.

Whelan já havia sido detido pela Polícia na última segunda-feira (7), mas foi liberado horas depois por um habeas corpus e voltou ao hotel. Acusado de cambismo, organização criminosa, desvio de ingresso e corrupção ativa, ele alega ser inocente e inclusive teria dito a Fernandes ao se entregar: "enfim, poderei iniciar minha defesa criminal".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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