atualizado às 16h15

Após ceder Ney Franco, CBF está perto da contratação de Milton Cruz

Desde que assumiu, presidente da CBF deseja contar com Milton na Seleção Brasileira Foto: Fernando Borges / Terra
Desde que assumiu, presidente da CBF deseja contar com Milton na Seleção Brasileira
Foto: Fernando Borges / Terra
 

Ney Franco chegou ao São Paulo por meio de um acordo político entre Juvenal Juvêncio, presidente do clube tricolor, e José Maria Marin, mandatário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E a compensação por perder o coordenador das categorias de base da Seleção é a contratação do coordenador técnico do time, Milton Cruz. O acerto está bem próximo.

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"Estamos negociando já há algum tempo, mas ainda não tem nada certo", limitou-se a dizer Milton Cruz em rápida conversa no CT da Barra Funda. O ex-atacante, maior elo do elenco são-paulino com a diretoria, não quis se estender sobre o cargo que deve exercer.

O maior entrave para a saída do coordenador técnico que trabalha entre os profissionais do São Paulo desde 1996 - chegou a ser liberado por um período, mas no início do século passou a ser peça importante na comissão técnica - está exatamente em abandonar o clube. As diretorias conversam sobre a remota possibilidade de ele ter dois empregos, algo que a CBF reprova.

Desde quando assumiu a presidência da entidade, há quatro meses, Marin, ex-jogador do São Paulo, quer Milton Cruz como funcionário. E deseja que o ainda coordenador técnico trabalhe integralmente na coordenação das Seleções. A chegada dele à CBF independe de Mano Menezes conquistar o ouro olímpico em Londres.

Ney Franco se manteve afastado, inclusive, da definição da saída da Seleção Brasileira Sub-20. No ano passado, quando foi procurado pelo São Paulo, nem negociou porque Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, se recusou a liberá-lo. Marin, contudo, lhe deu aval para acertar contrato com o diretor de futebol Adalberto Baptista após conversar com Juvenal Juvêncio.

O contato entre Milton Cruz e CBF, agora bem próximo de ser concretizado, já existe desde 2010. Mano Menezes cogitou contratá-lo como auxiliar ao assumir a Seleção e Milton se prontificou a aceitar, prometendo buscar a liberação do São Paulo. Mas o acerto não ocorreu.

Se Mano continuar na Seleção, Milton garante que não teria problema em lidar com ele. Ambos tiveram um entrevero em 2009, quando o São Paulo, comandado interinamente por Milton Cruz - no jogo seguinte à demissão de Muricy Ramalho - perdeu para o Corinthians de Mano. Em meio a uma discussão com a arbitragem, Mano irritou Milton ao dizer que não falaria com um "interino", mas os dois fizeram as pazes pouco depois, segundo o profissional que ainda trabalha no clube paulista.

Gazeta Esportiva