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Colômbia quer a liderança contra o Japão; Costa do Marfim decide futuro contra Grécia

23 jun 2014
10h41
atualizado às 10h55

A Colômbia, já garantida nas oitavas de final, enfrenta um desesperado Japão na terça-feira, em Cuiabá, para garantir o primeiro lugar do Grupo C, enquanto a Costa do Marfim enfrenta a Grécia em Fortaleza para avançar pela primeira vez à segunda fase de um Mundial.

As duas partidas estão programadas para as 17H00.

Na liderança do grupo com seis pontos e saldo de gols de +4, a seleção colombiana tem tudo a seu favor para garantir o primeiro lugar. A Costa do Marfim tem três pontos e saldo zero, enquanto Japão e Grécia tem apenas um ponto cada.

A equipe sul-americana, treinada pelo argentino José Pekerman, precisa de apenas um empate para garantir o primeiro lugar da chave. Com esta posição, a Colômbia jogará a partida das oitavas no Maracanã, no próximo sábado, contra o segundo colocado do Grupo D, liderado pela surpreendente Costa Rica e na qual Uruguai e Itália brigam pela segunda vaga.

"Nosso presente é o Japão, nosso próximo rival, uma equipo de nível mundial e que ainda luta pela classificação", disse o argentino.

Pekerman deve alterar a equipe para poupar alguns jogadores e proteger aqueles que estão pendurados com um cartão amarelo.

O zagueiro veterano e capitão Mario Yepes, de 38 anos, e o volante Carlos Sánchez, que receberam cartões amarelos, poderiam ser substituídos por Carlos Valdés e Fredy Guarín ou Alexander Mejía, respectivamente.

No meio, o treinador também pode dar um descanso a James Rodríguez e escalar desde o início Juan Fernando Quintero.

A situação japonesa é complicada. Os 'Samurais Azuis' precisam da vitória e de um empate sem gols entre Costa do Marfim e Grécia ou da derrota dos africanos por um placar no máximo de 2-0.

A chance pode ser considerada remota, levando em consideração as atuações abaixo do esperado da seleção japonesa contra Costa do Marfim (1-2) e Grécia (0-0).

"Não estou satisfeito com o rendimento e os resultados da equipe", admitiu o técnico italiano Alberto Zaccheroni.

"Parece que o resultado da primeira partida afetou o time para o jogo seguinte. Esta equipe deu muitas alegrias e satisfação nos últimos anos e tenho plena fé nos jogadores, acredito que podem administrar esta situação", disse.

Na outra partida do Grupo D, no Castelão, a Costa do Marfim buscará uma vaga histórica nas oitavas de final, o que seria dedicado a todo o país e aos jogadores Kolo e Yaya Touré, que perderam o irmão mais novo, Ibrahim, na semana passada após uma batalha contra o câncer.

Os marfinenses podem garantir a vaga com um empate, desde que os japoneses não vençam os colombianos. Mesmo em caso de derrota a vaga pode ser alcançada, desde que por apenas um gol de diferença e que os nipônicos não derrotem os sul-americanos no outro jogo.

Oyala Ibrahim Touré, de 28 anos, faleceu em Manchester em 19 de junho. Ele também era jogador de futebol, com passagens por clubes da França, Ucrânia e Egito.

Os irmãos Kolo e Yaya Touré receberam a notícia pouco depois da derrota de 2-1 para Colômbia e a imprensa chegou a especular sobre a possibilidade de que abandonassem o Brasil para ficar ao lado da família.

Mas os dois decidiram permanecer com a equipe e estão à disposição do técnico francês Sabri Lamouchi para o jogo decisivo.

Uma das últimas imagens de Ibrahim foi registrada há quase um mês, no Etihad Stadium, celebrando com o irmão Yaya o título da Premier League que o jogador da seleção acabara de conquistar com o Manchester City.

Além da emoção dos irmãos Touré, o técnico da seleção africana precisa definir se escalará o craque Didier Droga desde o início, depois que o atacante começou as duas primeiras partidas no banco de reservas.

Mas o treinador francês já demonstrou impaciência com os questionamentos sobre o papel do veterano Drogba, de 36 anos.

No lado da Grécia, que tem chances de classificação no caso de vitória sobre a Costa do Marfim e de um empate ou derrota do Japão para a Colômbia, a situação é quase impossível, levando em consideração que o time ainda não balançou as redes no Brasil.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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