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Com ressalvas, arbitragem comemora uso de tecnologia na linha do gol

19 fev 2013
20h04
atualizado às 20h07
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A Fifa anunciou nesta terça-feira que utilizará durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014 o recurso eletrônico que indicará ao árbitro que a bola ultrapassou a linha de gol. A Comissão Brasileira de Arbitragem da CBF e alguns dos principais árbitros do País se mostraram favoráveis à adoção de tal tecnologia.

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF aprovou recurso tecnológico
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF aprovou recurso tecnológico
Foto: João Paulo Di Medeiros / MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra

Aristeu Tavares, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, aprovou a decisão da Fifa e disse que essa medida trará mais justiça aos lances em que os árbitros não estão possibilitados de ter uma decisão certeira. Ele ainda lembrou que espera que essa tecnologia seja devidamente ajustada para que funcione sem que haja dúvidas sobre ela.

“Eu sou favorável, óbvio, porque a justiça irá prevalecer. Esperamos que esse modelo de tecnologia esteja bem ajustado, para que a gente possa efetivamente evitar que uma equipe não alcance um resultado que necessita por uma bola, que é uma coisa objetiva, que entrou no gol e o olho humano não conseguiu alcançar”, salientou.

Aristeu ainda lembrou que, quando ainda era árbitro, testou uma tecnologia similar à que foi aprovada e apontou que o funcionamento é bastante simples. E voltou a frisar que é importante que a tecnologia não apresente falhas.

“É bem simples, modelo similar foi utilizador no Mundial Sub-17 no Peru, inclusive eu estava lá como árbitro. É um sistema fácil, se a bola ultrapassa a linha o relógio de toda equipe de arbitragem vibra, bipa e aparece uma expressão dizendo que foi gol. É preciso que seja muito bem ajustada essa questão de antenas, da tecnologia em geral. Se acontecer, vai ser de muita valia”, ressaltou.

O árbitro Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP), 42 anos, reforçou o discurso de Aristeu Tavares e elogiou a decisão. Seneme ainda disse que essa tecnologia tira uma peso a mais das costas dos árbitros, por ser uma ferramenta de apoio. No entanto, ele lembrou que, mesmo com o uso da tecnologia, a decisão final segue sendo humana.

“É uma decisão válida, porque se a bola entrou ou não independe da interpretação do árbitro, é um recurso que alivia para a gente. É uma carga a menos de responsabilidade, apesar de a decisão final ainda ser nossa, mas é um apoio a mais que temos. Esperamos que possamos ter 100% de confiança para decidir a partir dessas informações que esses aparelhos vão nos dar”, comentou Seneme.

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Héber Roberto Lopes (Fifa-SC), 40 anos, adotou um discurso parecido com o de Seneme e reforçou a importância da figura do árbitro mesmo com a presença da tecnologia auxiliando.

“Todas as ferramentas que trouxerem benefícios à arbitragem são bem-vindas. Acredito que até na Copa das Confederações teremos novidades em relação a equipamentos de comunicação que já utilizamos, a bandeira eletrônica, o ponto da linha gol, então tudo isso são elementos que a Fifa vem estudando. Acredito que teremos evoluções, mas a decisão final é o lado humano, o lado do profissional, a técnica, a parte física e são esses elementos que principalmente você utiliza durante a competição”, frisou.

Fonte: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
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