Terra na Copa

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14 de novembro de 2012 • 08h13 • atualizado às 08h32

Contra "espelho de sucesso", Brasil e Mano têm nova prova de fogo

Mano Menezes usará uma equipe com a base dos últimos amistosos
Foto: Mowa Press / Divulgação
  • Dassler Marques
    Direto de Nova Jersey (Estados Unidos)
 

Entre os treinamentos de suas equipes em horários diferentes, na terça-feira, é pouco provável que Mano Menezes e José Pekermán tenham trocado mais que eventuais duas ou três palavras e saudações protocolares. Natural para os treinadores de Brasil e Colômbia, que fazem amistoso às 22h30 (de Brasília) desta quarta-feira, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Mas em sua nova prova de fogo contra uma equipe top 10 do ranking da Fifa, se possível, Mano poderia recolher experiências do argentino Pekermán. O duelo, segundo a CBF, é o milésimo jogo da história da Seleção.

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Em ampla tentativa de renovação desde a última Copa do Mundo, a Seleção de Mano superou 100 convocados após a lista divulgada na terça-feira, mas encontra enfim uma base de equipe para a Copa das Confederações, em junho. Com desfalques de Hulk, Marcelo e Adriano, o treinador manteve a espinha dorsal das vitórias mais recentes, contra Iraque e Japão. O espírito do time segue jovem, com Oscar e Neymar em papel de destaque. Um cenário muito familiar ao agora treinador da Colômbia.

Considerado o mentor de Fernando Redondo para o futebol, Pekermán revolucionou o conceito de formação de atletas na Argentina ao pregar independência ao treinador da equipe principal e, entre jogadores revelados e conquistas, marcou uma época. Foi tricampeão mundial Sub-20 e bicampeão sul-americano Sub-20, conquistas que construíram mais de uma geração. Sonhado pelos brasileiros, cobiçado pela CBF, o ouro olímpico ficou com os argentinos em 2004 e 2008. Façanhas atribuídas ao próprio treinador que hoje faz a Colômbia também voar mais alto.

Trabalho de Pekerman é exemplo para Mano (Foto: Getty Images)

Para também fazer o Brasil sonhar com voos mais altos a partir da renovação, Mano inicialmente formou um time jovem, mas suas decisões mais recentes mostram que a busca por experiência deve ser intensa até a Copa das Confederações. Para enfrentar a Colômbia nesta quarta, deixará Lucas no banco mais uma vez e irá utilizar Thiago Neves. Entre os 11 prováveis titulares, só Neymar e Oscar têm idade olímpica, e dividem os holofotes com Kaká. Os demais medalhistas de prata de Londres perderam espaço.

Também com uma base experiente à disposição, Pekermán conseguiu dar nova cara à Colômbia e saltou posições nas Eliminatórias (terceiro) e no ranking da Fifa (oitavo). O argentino é elogiado por tornar o time mais técnico e ofensivo com um trio que brilha na Europa: Falcao García, do Atlético de Madrid, e James Rodríguez e Jackson Martínez, do Porto. "Enfrentar o Brasil é saber que corremos perigos e que os erros contra eles se paga recolhendo a bola na rede. Queremos que eles se sintam iguais", disse na terça.

No elenco brasileiro, o espírito é de respeito pela boa fase da Colômbia. Batê-los nesta quarta-feira significaria melhor vitória com base no ranking da Fifa, já que os colombianos ocupam o oitavo lugar e a principal vitória de Mano Menezes foi contra a Dinamarca, 10ª colocada na ocasião. "É necessário a Seleção se aprimorar sem jogos de Eliminatórias e temos batido muito nessa tecla. Já temos uma definição maior de filosofia, você passa a ter isso mesmo com jogadores diferentes."

Nesse momento, porém, o que Mano mais precisa não é de jogadores diferentes. Ele tentará ratificar contra a Colômbia uma equipe base com Diego Alves no gol, Daniel Alves e Leandro Castán nas laterais e David Luiz com Thiago Silva na defesa, além da dupla de volantes com Paulinho e Ramires. À frente, Thiago Neves, Oscar e Kaká com Neymar na posição mais adiantada.

Já a Colômbia deve ir a campo com: Ospina, Gilberto García, Perea, Yepes e Armero; Valencia, Ramírez, James Rodríguez e Macnelly Torres; Falcao García e Jackson Martínez (Teófico Gutiérrez). 

 

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