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Cortês e Jefferson impressionam e viram sombra para Marcelo e J. César

29 set 2011
09h47

Fábio de Mello Castanho
Direto de Belém

As atuações de Bruno Cortês e Jefferson na vitória por 2 a 0 contra a Argentina, na última quarta-feira, receberam avaliação positiva e colocaram os jogadores em condições de serem mais utilizados quando quem atua no exterior também for convocado. Com a presença no Superclássico das Américas apenas dos atletas que defendem clubes nacionais, os botafoguenses se destacaram ao lado do são-paulino Lucas e deixaram Belém em alta.

Depois do jogo, Mano Menezes disse que a possibilidade de encontrar talentos prontos para assumir responsabilidades na Seleção amplia sua satisfação pelo resultado. "A vitória nos dá a possibilidade de termos encontrado mais alguém. Se a cada grupo de jogos nós encontramos dois ou três jogadores que possam virar jogadores de Seleção, eu estou extremamente satisfeito", disse.

Mano falou especificamente sobre Cortês e suas palavras evidenciam que o botafoguense passará a ser nome frequente em suas convocações. O lateral impressionou em uma posição carente do futebol brasileiro e deve fazer sombra a Marcelo, que voltou a ser lembrado pelo técnico depois de desentendimentos públicos. O camisa seis vive grande fase no Real Madrid.

"O Cortês agradou a todos. Quando levei ele para Córdoba (para o primeiro jogo do Superclássico), tinha que tomar cuidado, pois era tudo muito novo. Há oito meses ele estava no Nova Iguaçu, fez um ótimo Brasileiro, e aí surgiram muitas entrevistas e tudo mais. Às vezes você precisa esperar um pouquinho, assentar a poeira, porque você não tem ideia clara de como vai ser o comportamento do jogador em campo vestindo a camisa da Seleção", disse Mano, citando o motivo de não ter utilizado Cortês no 0 a 0 contra a Argentina em Córdoba.

Já Jefferson não recebeu elogios diretos, mas suas atuações seguras nos dois jogos, com defesas difíceis principalmente no segundo tempo em Belém, contrastam com a fase irregular vivida por Júlio César na Inter de Milão. Os dois goleiros estão convocados para os amistosos contra Costa Rica e México em outubro, e o técnico ganhou a confiança que precisava para escalar o botafoguense caso Júlio não se recupere.

Dos demais jogadores que ganharam as primeiras chances nestes duelos contra os argentinos, Dedé também teve avaliação positiva. Chamado desde o duelo contra a Alemanha, o vascaíno mostrou-se firme na zaga e ofuscou o companheiro Réver. O lateral direito Danilo e os volantes Ralf e Rômulo tiveram atuações regulares, enquanto o atacante Borges, apesar de não marcar gols, mostrou bastante movimentação.

Mano disse que gostaria de contar com mais jogadores atuando no País para os próximos amistosos, mas prometeu bom senso para não atrapalhar os clubes que disputam a reta final do Campeonato Brasileiro. Até o final do ano, estão confirmados jogos contra Costa Rica, México, Gabão e um último adversário a definir, agenda que provoca frio na barriga e reclamações antecipadas dos dirigentes brasileiros preocupados com seus times.

"Gostaria de contar com mais jogadores que atuam no Brasil, mas não quero prejudicar nossos clubes. Entendi que deveria limitar a um jogador por clube nesta reta final do Brasileiro. Vamos com calma, você vai encaixando as peças com paciência", disse, ressaltando o critério que utilizou para enfrentar mexicanos e costarriquenhos.

Em baixa

O Superclássico das Américas serviu como despedida de Kleber da Seleção. Mano explicou que a utilização do lateral no jogo da Argentina teve como fundo a necessidade de contar com jogadores mais experientes. O mesmo vale para o meio-campo Renato Abreu, que sequer foi chamado para o segundo jogo. Paulinho também teve trajetória apagada e Mário Fernandes é carta fora do baralho depois do pedido de dispensa.

Cortês participou das jogadas dos dois gols do Brasil contra a Argentina
Cortês participou das jogadas dos dois gols do Brasil contra a Argentina
Foto: Mowa Press / Divulgação
Fonte: Terra
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