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Veja 4 aventuras brasileiras em Rosário

5 set 2009
14h19
atualizado às 14h28
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O péssimo estado do Monumental de Nuñez, casa do River Plate, fez com que o treinador Diego Maradona acionasse um dos mais hostis estádios do futebol argentino, onde a atmosfera certamente não será agradável aos brasileiros. No Gigante de Arroyito, a Seleção Brasileira enfrentará uma Argentina que está nas cordas, pressionada pela classificação ruim nas Eliminatórias Sul-Americanas.

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O estádio do Rosario Central foi palco, por exemplo, da tradicional Batalha de Rosario, entre brasileiros e argentinos, na Copa de 78, um dos jogos mais violentos da história das Copas. Foi lá também que os donos da casa fizeram 6 a 0 sobre o Peru, deixando o Brasil de fora da decisão do Mundial.

É apostando no retrospecto do estádio, construído no bairro rosarino de Arroyito, que os argentinos tentarão a recuperação: em toda a história, foram 10 jogos da Argentina, com oito vitórias, um empate (contra o Brasil, na própria Copa de 78) e uma derrota (também diante do Brasil, na Copa América de 75). Trocando em miúdos, a Seleção Brasileira é a única que não perdeu jogando no estádio.

Cruzado pelas águas internacionais do Rio Paraná, o Gigante de Arroyito também já foi palco de algumas aventuras marcantes de clubes brasileiros em jornadas estrangeiras. Nas linhas abaixo, o Terra conta quatro dessas partidas.

15/09/2005 - Rosario Central 0 x 1 Internacional

Na Copa Sul-Americana de 2005, um gol histórico de Rafael Sobis deu uma vitória sofrida para o Inter. Sobis, que seria herói na Libertadores de 2006, encerrou uma invencibilidade de 41 jogos internacionais contra equipes estrangeiras que o Rosario Central tinha em seus domínios. No jogo de volta, no Beira-Rio, empate em 1 a 1 e a vaga ficou com os brasileiros.

Escalação do Inter:
Clemer; Elder Granja, Bolívar, Wilson e Jorge Wagner; Edinho, Perdigão, Tinga (Wellington) e Gavillán; Fernandão (Gustavo Papa) e Rafael Sobis.
Téc:Muricy Ramalho

Gol: Rafael Sobis aos 24min do segundo tempo

03/05/2000 - Rosario Central 3 x 2 Corinthians

Jogador brasileiro a marcar mais gols na história da Copa Libertadores, Luizão salvou o Corinthians de um fiasco nas oitavas do torneio em 2000. O Rosario Central, empurrado pelo experiente atacante Pizzi, pelo treinador Edgardo Bauza (que venceria a competição com a LDU em 2008) e por 22 mil fanáticos presentes, abriu 3 a 0 com naturalidade. O centroavante corintiano marcou duas vezes, mas os brasileiros precisaram dos pênaltis para definir a classificação no Pacaembu.

Escalação do Corinthians:
Dida; Daniel, Adílson, João Carlos e Kléber; Edu e Vampeta; Ricardinho (Dinei) e Marcelinho Carioca; Edílson e Luizão.
Téc:Osvaldo de Oliveira

Gols: Pizzi aos 46min do primeiro tempo; Capeletti aos 15min, Maceratesi aos 17min, Luizão aos 23min e Luizão aos 48min do segundo tempo.

21/10/1998 - Santos 0 x 0 Rosario Central

O empate sem gols contra o Rosario é considerado uma verdadeira batalha vencida pelo Santos. Há 11 anos, com um time recheado de garotos e o banco composto por apenas quatro jogadores, os santistas dirigidos por Emerson Leão levantaram a taça da Copa Conmebol, um alento em meio ao jejum que só se encerraria de vez em 2002. A partida, dirigida pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino, foi atrasada por 50 minutos por falta de segurança. Pudera, Zetti, goleiro da equipe brasileira, diz que os jogadores chegaram ao estádio ouvindo tiros sendo disparados em Arroyito.

Escalação do Santos:
Zetti; Anderson Lima, Sandro, Claudiomiro e Athirson; Marcos Basílio, Élder e Narciso; Eduardo Marques e Fernandes (Baiano); Alessandro (Adiel).
Téc:Emerson Leão

20/12/1995 - Rosario Central 4 x 0 Atlético-MG - 4 a 3 nos pênaltis

Era a decisão da Copa Conmebol e o Atlético-MG fez 4 a 0 no Rosario Central. Pela primeira e única vez em finais continentais da América do Sul, a vantagem foi revertida. Em uma jornada histórica do time rosarino, impulsionado por uma torcida vibrante, o placar foi devolvido. Os jogadores atleticanos tremeram tanto que Taffarel cobrou uma das penalidades - mas não foi suficiente e o título histórico acabou com os argentinos.

Escalação do Atlético-MG:
Taffarel; Dinho, Ronaldo, Ademir e Paulo Roberto; Eder Lopes e Doriva; Dedé (Carlos) e Gutemberg (Leandro); Renaldo e Ezio (Euller).
Téc:Procópio Cardoso

Gols: Da Silva aos 22min, Carbonari aos 38min e Cardetti aos 40min do primeiro tempo; Carbonari aos 44min do segundo tempo.

Nos pênaltis:
Palma, Pobersnik, Carbonari e Da Silva fizeram; Colusso perdeu
Ronaldo, Taffarel e Euller fizeram; Doriva e Leandro perderam

Taffarel ficou marcado por batalha do Atlético-MG em Rosario
Taffarel ficou marcado por batalha do Atlético-MG em Rosario
Foto: Gazeta Press

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Fonte: Redação Terra
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