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Em Miami há 2 semanas, família aguarda saída de Ricardo Teixeira

15 fev 2012
15h30
atualizado às 15h33
Marcus Vinicius Pinto
Direto do Rio de Janeiro

Apenas uma nota no site. Assim deve ser anunciada a saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF nesta quinta-feira. Avesso a entrevistas, o dirigente está de malas prontas para Miami, nos Estados Unidos, onde tentaria se isolar nos próximos meses.

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As recentes denúncias de corrupção e escândalos teriam chegado aos ouvidos da filha mais nova de Teixeira na escola e o teria levado a tomar a decisão. Fontes da família consultadas pelo Terra confirmaram que a mulher e a filha do presidente da CBF, e também do Comitê Organizador da Copa do Mundo, já estão morando nos Estados Unidos há pelo menos duas semanas.

Oficialmente, a mulher de Teixeira teria viajado fazer um curso, mas sem previsão de retorno. A fonte evitou qualquer tipo de comentário sobre aprovável renúncia.

Nos bastidores, dirigentes ligados a Teixeira ainda tentam convencê-lo a permanecer no comando das duas entidades. O certo é que com Ronaldo no conselho do COL, Teixeira pode até manter-se no cargo, à distância, e deixar que o ex-jogador faça suas funções no Brasil. Entre elas estaria tentar um encontro com a presidente Dilma Rousseff, que desde que assumiu o cargo jamais recebeu o dirigente no Palácio do Planalto.

Dilma e Teixeira estiveram juntos apenas no sorteio das Eliminatórias da Copa, em junho do ano passado, no Rio. Na ocasião, a presidente esteve o tempo todo ao lado de Pelé.

Ricardo Teixeira também é pressionado por um antigo aliado: o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Desde dezembro, o suíço ameaça revelar à imprensa os documentos da investigação da justiça suíça sobre a falência daempresa de marketing ISL. O processso envolveria o próprio Blatter e também o presidente de honra da Fifa, João Havelange.

Ex-presidente da Fifa, Havelange teve que renunciar ao seu cargo no Comitê Olímpico Internacional, no fim do ano passado, para evitar ser investigado por ter recebido suborno da entidade.

A sucessão de Ricardo Teixeira

A sucessão de Teixeira em princípio poderia ser decidida dentro de dois ou três meses com uma eleição, já que o seus dois principais nomes para o cargo, José Maria Marin (o vice-presidente mais velho da entidade) e o presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero, não têm a confiança dos presidentes de outras federações, que votam para eleger o presidente da CBF.

Outros nomes cotados são o do atual diretor de seleções e ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e do diretor da TV Globo, Marcelo Campos Pinto, homem forte da emissora e responsável por negociar com os clubes os contratos de cotas de televisão do Campeonato Brasileiro.

Ricardo Teixeira pode deixar CBF na quinta-feira
Ricardo Teixeira pode deixar CBF na quinta-feira
Foto: Roberto Filho / AgNews / Divulgação
Fonte: Terra
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