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Estádios do Brasil custaram menos que os de 2006, diz Aldo

9 jun 2014
17h20
atualizado às 18h25
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Os estádios brasileiros custam em média menos que os estádios feitos pela Alemanha para a Copa de 2006. A afirmação é do ministro dos esportes Aldo Rebelo, respondendo à pergunta de um jornalista alemão durante a apresentação do Centro de Mídia Não Credenciada, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ele citou, por exemplo, o preço final do estádio de Brasília. “O primeiro orçamento foi apenas para que o Brasil pudesse ganhar o direito de sediar o mundial. Depois, incluíram no orçamento obras do entorno que nada tem a ver com a parte esportiva”, afirmou.

<p>Aldo Rebelo defendeu o pre&ccedil;o dos est&aacute;dios no Brasil</p>
Aldo Rebelo defendeu o preço dos estádios no Brasil
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Rebelo citou ainda como exemplo o estádio do Corinthians, palco da abertura da Copa dentro de três dias. “O Estádio do Corinthians iria custar apenas R$ 400 milhões, mas dobrou de preço depois que foi escolhido para ser o estádio da abertura da Copa. Tiveram que adicionar mais 20 mil lugares, isso é quase um estádio novo”, justificou, fazendo parecer que o estádio do Corinthians saiu do papel antes do projeto da Copa. Perguntado ainda se houve corrupção nos preços, Rebelo disse que os Tribunais de Contas é que podem apontar se isso aconteceu. “O Brasil é caro, a carga tributária é alta e o cimento subiu muito de preço nos últimos anos”, justificou.

Aldo Rebelo negou ainda que existam estádios que não estejam prontos. E disse que tanto São Paulo, quanto Curitiba ou Porto Alegre estão com tudo pronto. Talvez faltem uns retoques finais das estruturas temporárias, mas todos os estádios poderão ser usados em sua capacidade máxima”, afirmou o ministro. “Não queremos esconder nada. Temos nossas mazelas, nossos problemas e nossas deficiências, mas vejam o lado acolhedor do nosso povo”, pediu.

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Durante o evento, que teve a presença da Ministra da Cultura, Marta Suplicy, do secretário da presidência para Comunicações, Thomas Traumann, do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e do presidente da Rio Eventos, Leonardo Maciel - representando o prefeito do Rio, Eduardo Paes - foi perguntado por uma jornalista da Colômbia sobre uma possível ausência da presidente Dilma Rousseff do jogo de abertura. “Isso não e verdade”, disse Traumann. Rebelo emendou. “Pode ser que ela não vá a alguns jogos com outros chefes de governo, mas na abertura ela vai. Quem não vem é o Falcao Garcia”, brincou o ministro, arrancando gargalhadas.

Outra preocupação é sobre a segurança na cidade do Rio diante dos últimos eventos de violência, principalmente em comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora. O governador Luiz Fernando Pezão, afirmou que tudo estará em ordem. “O Rio tem experiência em eventos de grande porte. Claro que não queremos que anda aconteça, mas a nossa realidade atual é bem diferente que outros anos”, disse. Pezão disse também que a polícia está monitorando os movimentos sociais e que os protestos serão permitidos: “desde que não haja depredação de patromônio público e privado. Senão a polícia terá que agir”.

Sobre as greves que afetam o País esses dias, Rebelo acredita em uma solução rápida para os metroviários de São Paulo. Pezão disse nem estar sabendo de uma possível greve dos metroviários do Rio a partir de quarta-feira e Marta Suplicy, da Cultura, lamentou a greve nos museus federais, mas deu uma solução. “O Brasil tem 30 museus federais e 3000 museus. Podem ir a outros lugares, tem muita opção”, disse, anunciado um grande intercâmbio cultural no país durante a Copa do Mundo.

Fonte: Terra
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