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Felipão aproveita base de Mano, mas abre espaço para experiência

29 nov 2012
12h35
atualizado às 14h10
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Novo técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari não vai simplesmente jogar no lixo o trabalho de seu antecessor, Mano Menezes. Ao mesmo tempo, o treinador também deixou claro como dará seu toque pessoal no comando da equipe: abrindo as portas do time para jogadores experientes que foram riscados das convocações anteriores. Ele falou sobre o assunto na manhã desta quinta-feira, durante sua apresentação no novo cargo, ocorrido na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.

Scolari foi confirmado nesta quinta-feira como o novo técnico da Seleção Brasileira
Scolari foi confirmado nesta quinta-feira como o novo técnico da Seleção Brasileira
Foto: Daniel Ramalho / Terra

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"A Seleção é jovem sim, mas tem outros jogadores experientes que podem voltar e melhorar isso" afirmou Felipão. "Claro que nós não vamos começar do zero. Isso não existe. Nós vamos pegar uma Seleção que foi trabalhada, examinar alguns nomes e um ou outro nome deverá ser mudado. A partir desta base uma ou outra coisa deverá ser mudada."

Inicialmente, o treinador evita falar em nomes. "Nós só vamos começar a discutir nomes mais adiante. Quem não estiver convocado, eu não falo. Quando convocarmos para o dia 6 de fevereiro (amistoso com a Inglaterra, em Wembley), poderemos ter aí alguns nomes que vocês vão concordar ou discordar", afirmou, citando o jogo que marcará sua reestreia à frente da equipe verde e amarela. 

Um dos atletas a que Felipão se referia era Ronaldinho Gaúcho, cujo nome foi citado em uma pergunta feita ao técnico. O meia do Atlético-MG fez um bom Campeonato Brasileiro e é alvo de grande admiração do treinador. Os dois trabalharam juntos na Seleção Brasileira campeã mundial em 2002 e, naquela época, Scolari já antecipava que o jogador logo seria escolhido o melhor do mundo.

Felipão também deixou claro que seu time terá Neymar como referência. "Cada uma das grandes seleções do mundo tem um craque. Nós temos o nosso", disse o técnico, que minimizou a falta de experiência internacional do jogador do Santos, frequentemente criticado por não repetir na seleção suas atuações no clube.

"A maioria dos jogadores disputa campeonatos muito fortes, começando pelo nosso Campeonato Brasileiro. Podem não ter jogado Copa do Mundo, mas quando se é jovem se tem uma virtude que é até mais importante que a experiência, a vontade. Todos eles sabem o que significa ser campeão do mundo em uma Copa no Brasil. Seria um dos maiores títulos da história", explicou Felipão.

Fonte: Terra
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