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Fifa defende árbitro de Brasil e Croácia

13 jun 2014
14h56
atualizado às 14h56

O italiano Massimo Busacca, responsável pela arbitragem da Fifa, saiu nesta sexta-feira em defesa do japonês Yuichi Nishimura, muito criticado por ter apitado um pênalti sobre o atacante Fred que causou polêmica no jogo de abertura da Copa do Mundo.

"Ele estava bem colocado. E da sua posição, considerou os gestos", ressaltou Busacca. Os árbitros tomam as decisões em menos de um segundo. Eles se concentram nos gestos. Ele tomou sua decisão quando viu as mãos" do zagueiro croata Dejan Lovren apoiadas em Fred.

Perguntado a respeito de um possível erro de interpretação do juiz, Busacca afirmou: "É muito difícil tirar uma conclusão, porque ele estava muito bem posicionado e tinha uma boa visão".

Baseando-se em fotos exibidas durante a entrevista coletiva à imprensa da Fifa no Rio, Busacca disse: "Se vocês jogam com as mãos, entram em contato com o adversário e levam o árbitro a ir em uma direção".

Nishimura deu um pênalti inexistente de Lovren sobre Fred na metade do primeiro tempo. Neymar cobrou e o Brasil virou o jogo para 2 a 1.

Perguntado se Nishimura vai ser escalado para outra partida do Mundial, Busacca respondeu: "Não posso responder porque não analisamos ainda" o jogo. "Devemos analisar os 90 minutos e não uma decisão. Temos que fazer uma análise clara e, então, decidiremos".

O ex-árbitro Massimo Busacca rejeitou com veemência as alegações de que o Brasil poderia estar sendo beneficiado.

"As decisões são tomadas em um segundo, insistiu. Nesse caso, quando você é árbitro, fica concentrado em apitar um jogo entre uma equipe A e uma equipe B, em um lance com um jogador A e um jogador B. Você não tem tempo de dizer a si mesmo que vai apitar o jogo do Brasil. Dizer que uma equipe vai ser favorecida é uma fantasia".

Em relação a um eventual recurso ao vídeo - com a repetição de um lance duvidoso a pedido de um dos adversários, como no tênis -, Massimo Busacca fez uma comparação entre os dois esportes.

"No tênis, podemos ter 100% de certeza. A bola foi dentro ou não (da quadra), ressaltou. Os erros fazem parte da natureza humana. Os jogadores cometem milhões em um ano, mas queremos que os árbitros sejam perfeitos".

"Quando a situação é clara, isso (a tecnologia) pode ajudar o árbitro a dizer 'sim, o jogador fez um gol com a mão', considerou. Mas essas situações são muito raras. Estou convencido que em situações de (decisão) preto ou branco isso pode ajudar o árbitro. Mas nos casos em que há dúvida, pode gerar paralisações longas nas partidas, sem que a dúvida seja dissipada".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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