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Fora da rota do penta, Seul recebe Seleção em estádio "desconhecido"

11 out 2013
14h05
atualizado às 14h05
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Jogar na Coreia do Sul fez parte da história da Seleção Brasileira. O país foi uma das sedes, ao lado do Japão, da Copa do Mundo de 2002, na qual a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari – em sua primeira passagem pelo cargo – conquistou seu quinto título mundial. No entanto, Seul teve pouca importância nesta caminhada. E menos ainda o estádio do amistoso deste sábado, entre sul-coreanos e brasileiros, às 20h (horário local, 8h de Brasília).

<p>Brasil chegou a jogar no estádio em 2002, mas após a Copa do Mundo; dentre os atletas convocados por Felipão em 2013, nenhum atuou naquela ocasião</p>
Brasil chegou a jogar no estádio em 2002, mas após a Copa do Mundo; dentre os atletas convocados por Felipão em 2013, nenhum atuou naquela ocasião
Foto: Getty Images

Inaugurado em 2001 especialmente para a Copa do Mundo, o Estádio Sang-Am se localiza no bairro de Seongsam, um sub-distrito de Mapo, localizado na região Oeste da capital da Coreia do Sul, a norte do Rio Han (que divide a cidade). É o maior estádio do país, o terceiro maior dedicado ao futebol da Ásia, com capacidade para mais de 66 mil torcedores – perde apenas para o Estádio Azadi, em Teerã (91 mil lugares) e para o Estádio Salt Lake, em Calcutá (120 mil). Para o jogo deste sábado, todos os ingressos foram vendidos.

Apesar de sua grandiosidade, a participação na Copa do Mundo de 2002 foi pequena. O Estádio Sang-Am recebeu apenas três jogos, sendo dois pela fase de grupos: França 0 x 1 Senegal (abertura do torneio) e Turquia 3 x 0 China (pelo Grupo C, o do Brasil). Nas semifinais, hospedou também a partida Alemanha 1 x 0 Coreia do Sul, na qual mais de 65 mil torcedores empolgados com a equipe local lotaram as arquibancadas.

<p>Estádio Sang-Am foi palco de semifinal em 2002 entre Coreia do Sul e Alemanha</p>
Estádio Sang-Am foi palco de semifinal em 2002 entre Coreia do Sul e Alemanha
Foto: Getty Images

Ainda assim, a Seleção Brasileira já passou pelo local em 2002, mas após a Copa do Mundo. Em 20 de novembro daquele ano, comandada por Mário Jorge Lobo Zagallo, a equipe enfrentou a própria Coreia do Sul no Estádio Sang-Am e venceu por 3 a 2, com gols de Ronaldo (dois) e Ronaldinho. Nenhum dos atletas que atuou naquele jogo foi convocado para os amistosos que a Seleção faz na Ásia em outubro.

Na ocasião, o Brasil atuou com Dida; Cafu (Belletti), Lúcio, Edmílson e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Zé Roberto e Kléberson e Ronaldinho; Amoroso e Ronaldo. Apenas Kléberson (Atlético-PR) atuava no Brasil na época. Jogando hoje na Série A do Campeonato Brasileiro, nomes como Dida (Milan), Lúcio (Bayer Leverkusen), Gilberto Silva (Arsenal) e Zé Roberto (Bayern de Munique) atuavam todos no futebol europeu na época.

Do lado da Coreia do Sul, o principal destaque era o líbero Myung-Bo Hong, atualmente o treinador da seleção local. Quem também atuou foi o atacante Jung-Hwan Ahn, famoso por marcar na prorrogação o gol que eliminou a Itália nas oitavas de final da Copa de 2002 com uma derrota por 2 a 1. Então jogador do Perugia, Ahn foi demitido no dia seguinte. Ahn jogou até os 37 anos, aposentando-se pelo Dalian Shide (China) em 2011.

<p>Estádio recebeu três jogos na Copa do Mundo de 2002, mas nenhum do Brasil</p>
Estádio recebeu três jogos na Copa do Mundo de 2002, mas nenhum do Brasil
Foto: Getty Images

Em compensação, quem foi chamado para o jogo deste sábado nem sequer sabe se já atuou pelo clube no estádio de Seul. “Se não me engano, joguei aqui com o Barcelona. Não sei se é o mesmo estádio. Mas a gente espera que tenha as condições boas de campo para favorecer o jogo da Seleção, e aproveitar o jogo para tentar imprimir o ritmo que a gente vem tendo nos últimos jogos”, afirmou o lateral esquerdo Maxwell, atualmente no Paris Saint-Germain.

Nem mesmo com as Seleções da base

Curiosamente, a Seleção Brasileira teve a chance de atuar oficialmente no estádio em 2007, mas com uma equipe de base – no caso, no Mundial Sub-17 daquele ano. A arena de Seul foi uma das escolhidas para o torneio, mas o Brasil atuou apenas em Jeju (7 a 0 sobre a Nova Zelândia e 6 a 1 sobre a Coreia do Norte pela fase de grupos), em Goyang (derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, também pela fase de grupos) e Gwangyang (derrota por 1 a 0 para Gana nas oitavas de final). Nomes como Fábio (Manchester United), Maicon (Lokomotiv Moscou), Giuliano (Dnipro) e Lulinha (Ceará) estavam na equipe. Na final do torneio, a Nigéria venceu a Espanha em Seul por 3 a 0 nos pênaltis.

Atualmente, além de receber eventos musicais e jogos da seleção sul-coreana, é a casa do FC Seoul, da primeira divisão do Campeonato Sul-Coreano (K-League). A equipe conta com o veterano brasileiro Adilson, ex-Paraná Clube, e com o meia-atacante colombiano Mauricio Molina, ex-Santos. O nipo-argentino Sergio Escudero, primo do meia Damián Escudero (ex-Grêmio e Atlético-MG, atualmente no Vitória), também atua pelo time de Seul.

Fonte: Terra
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