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Há um ano na Seleção, Mano diz que Brasil perdeu espaço para rivais

27 jul 2011
10h03
atualizado às 11h58
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O técnico Mano Menezes completou um ano à frente da Seleção Brasileira no último domingo. No dia 24 de julho de 2010, o ex-comandante do Corinthians aceitou o convite da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a missão de resgatar o bom futebol da equipe, que vinha de dois fracassos em Copas do Mundo (2006 e 2010), mas até agora os resultados foram decepcionantes.

Na primeira etapa do trabalho de Mano, o Brasil teve dificuldades quando enfrentou as grandes potências do futebol mundial. Em amistosos, o País não venceu nenhum jogo contra times tradicionais: perdeu de França e Argentina, além de empatar em casa com a Holanda. E na primeira competição oficial no comando da Seleção (Copa América), o treinador conseguiu apenas uma vitória em quatro apresentações.

Mano reconhece que o futebol apresentado pelo Brasil está aquém do esperado. "Os times melhoraram de uns tempos para cá, e essa diferença tem muito mérito deles, e demérito nosso, porque não fizemos as coisas tão bem e estamos procurando fazer agora", afirmou o treinador, que acumula seis vitórias, quatro empates e duas derrotas pela equipe pentacampeã mundial.

Desde que assumiu a Seleção, Mano Menezes seguiu a vontade da maioria dos torcedores, que queriam a renovação do elenco que disputou a Copa do Mundo da África do Sul. No primeiro amistoso, contra os Estados Unidos, em agosto de 2010, as revelações santistas Neymar e Paulo Henrique Ganso deram conta do recado e lideraram a equipe no triunfo por 2 a 0.

No começo da "Era Mano", a equipe conseguiu três triunfos seguidos com as vitórias sobre Irã e Ucrânia, mas logo apareceu o trauma das partidas contra equipes de maior expressão. No fim de 2010, o treinador sofreu a primeira derrota no amistoso contra a Argentina, no Catar.

Em 2011, o Brasil continuou patinando diante de rivais tradicionais. No primeiro amistoso de 2011, a equipe de Mano acabou superada pela França por 1 a 0. "O futebol mundial é forte também, não só o Brasil. A Alemanha é forte, a Espanha se tornou forte, a França é forte, principalmente contra o Brasil", pondera Mano.

Até a Copa do Mundo em casa, o Brasil terá a missão de recuperar o espaço perdido no futebol - o país é atualmente o quinto no ranking da Fifa e deve cair ainda mais nas próximas edições da lista.

Na Europa, times como Espanha, Holanda e Alemanha já apresentam uma base definida, enquanto o Uruguai leva a geração mais talentosa dos últimos 20 anos. "Temos muitos adversários fortes, e o primeiro conhecimento que temos é que não somos os únicos no mundo", afirmou o treinador.

Time de Mano Menezes patinou quando enfrentou seleções de maior tradição
Time de Mano Menezes patinou quando enfrentou seleções de maior tradição
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Gazeta Esportiva

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