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Jornal: Catar pagou propina para sediar Copa de 2022

1 jun 2014
08h29
atualizado em 11/6/2014 às 19h19
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O catariano Mohamed Bin Hammam (à esq.) foi presidente da Federação Asiática de Futebol por nove anos e teria subornado dirigentes africanos
O catariano Mohamed Bin Hammam (à esq.) foi presidente da Federação Asiática de Futebol por nove anos e teria subornado dirigentes africanos
Foto: Getty Images

A edição deste domingo do jornal britânico Sunday Times traz uma denúncia gravíssima às vésperas da realização de mais uma Copa do Mundo. Segundo reportagem especial publicada pelo diário, o catariano Mohamed Bin Hammam, ex-membro do Comitê Executivo da Fifa e antigo presidente da Federação Asiática de Futebol, pagou US$ 5 milhões (R$ 11,1 milhões) em propinas a dirigentes para ajudar o Catar a ser eleito sede da Copa do Mundo de 2022.

De acordo com a publicação, há inúmeros documentos - como e-mails, cartas e transferências bancárias – que provam que Bin Hammam manteve contatos ilegais com dirigentes africanos, que, embora não tivessem direito a voto, poderiam influenciar na escolha dos quatro membros do continente que participariam da eleição, em dezembro de 2010. Uma “campanha encoberta” de subornos e propinas teria sido realizada para angariar votos ao país asiático, diz o jornal.

A Kemco, empresa de construção gerida pelo catariano, teria o controle de dez fundos e realizado o depósito de US$ 200 mil (R$ 444 mil) na conta de 30 presidentes de federações africanas. Além disto, o jornal acusa o ex-membro do Comitê Executivo da Fifa de ter organizado banquetes e recepções para estes dirigentes, entre os quais dividiu mais US$ 400 mil (R$ 888 mil), a fim de fortalecer a campanha do Catar.

Sunday Times denuncia compra de votos na eleição da sede do Mundial de 2022
Sunday Times denuncia compra de votos na eleição da sede do Mundial de 2022
Foto: Reprodução

O Sunday Times ainda denuncia o pagamento de € 305 mil (R$ 930 mil) de Bin Hammam ao taitiano Reynald Temari, também ex-participante do Comitê Executivo, sob a justificativa de "cobrir despesas legais". Suspenso, Temari não poderia votar na eleição da sede do Mundial de 2022, mas, segundo o jornal, usou os recursos do catariano para recorrer da punição da Fifa, adiar sua exclusão da entidade e impedir que seu substituto, David Chung, votasse na candidatura australiana.

A eleição da sede da Copa do Mundo de 2022 foi realizada em dezembro de 2010, em Zurique, na Súiça. Para se sagrar vencedor, Catar superou Coréia do Sul, Austrália, Estados Unidos e Japão na rodada final. Antes disto, a Inglaterra, considerada uma das favoritas, caiu logo na primeira fase, com apenas dois votos. O resultado chocou o planeta e estimulou os veículos de imprensa do país a investigarem o pleito. Naquele mesmo dia, a Rússia foi escolhida para receber o Mundial de 2018. 

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Fonte: Terra
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