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25 de setembro de 2012 • 09h41

Jornal: parceira da CBF para amistosos nunca fez um jogo de futebol

Jogos amistosos do Brasil serão organizados por uma empresa sem experiência na área Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Jogos amistosos do Brasil serão organizados por uma empresa sem experiência na área
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
 

O contrato entre a CBF e a empresa saudita International Sports Events (ISE) de 10 anos para a realização dos jogos amistosos da Seleção Brasileira ao longo do período continua gerando polêmica. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a empresa parceira da ISE para a realização das partidas, a inglesa Pitch International, não tem experiência alguma nessa área. Um representante da empresa, cujo nome não foi revelado, disse ao periódico que a Pitch "não organiza jogos", e que é uma "vendedora de direitos de tevê".

Ao ser questionado sobre o caso do Brasil, o informante se contradisse e informou que, de fato, organiza os amistosos da Seleção. A informação vai defronte ao que Marco Polo del Nero, vice-presidente da CBF, disse em meados de agosto ao anunciar a parceria, quando ressaltou a "importância vital dos amistosos com a aproximação da Copa de 2014" e que "estava encantado que a Pitch iria organizá-los e comercializá-los". O próprio site da empresa é vago em relação ao tema, e diz apenas que a Pitch é "uma agência líder no marketing esportivo, especializada na representação de direitos para entidades como federações esportivas".

A informação vem à tona na mesma semana em que foi divulgado que Dirk Hollstein, o executivo que fechou o contrato com Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, havia sido funcionário da ISL, empresa que ficou conhecida por pagar subornos justamente à Teixeira nos anos 90. Além disto, uma auditoria preparada pela PriceWaterhouse Coopers indicou que a ISE é suspeita de ter pagado, em uma operação de lavagem de dinheiro, US$ 14 milhões (cerca de R$ 28 milhões) a Mohamed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação de Futebol da Ásia.

Terra