Jornal: parceira da CBF para amistosos nunca fez um jogo de futebol

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O contrato entre a CBF e a empresa saudita International Sports Events (ISE) de 10 anos para a realização dos jogos amistosos da Seleção Brasileira ao longo do período continua gerando polêmica. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , a empresa parceira da ISE para a realização das partidas, a inglesa Pitch International, não tem experiência alguma nessa área. Um representante da empresa, cujo nome não foi revelado, disse ao periódico que a Pitch "não organiza jogos", e que é uma "vendedora de direitos de tevê".

Ao ser questionado sobre o caso do Brasil, o informante se contradisse e informou que, de fato, organiza os amistosos da Seleção. A informação vai defronte ao que Marco Polo del Nero, vice-presidente da CBF, disse em meados de agosto ao anunciar a parceria, quando ressaltou a "importância vital dos amistosos com a aproximação da Copa de 2014" e que "estava encantado que a Pitch iria organizá-los e comercializá-los". O próprio site da empresa é vago em relação ao tema, e diz apenas que a Pitch é "uma agência líder no marketing esportivo, especializada na representação de direitos para entidades como federações esportivas".

A informação vem à tona na mesma semana em que foi divulgado que Dirk Hollstein, o executivo que fechou o contrato com Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, havia sido funcionário da ISL, empresa que ficou conhecida por pagar subornos justamente à Teixeira nos anos 90. Além disto, uma auditoria preparada pela PriceWaterhouse Coopers indicou que a ISE é suspeita de ter pagado, em uma operação de lavagem de dinheiro, US$ 14 milhões (cerca de R$ 28 milhões) a Mohamed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação de Futebol da Ásia.

Jogos amistosos do Brasil serão organizados por uma empresa sem experiência na área
Jogos amistosos do Brasil serão organizados por uma empresa sem experiência na área
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Terra

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