
- Henrique Moretti
- Direto de São Paulo
Um feito inédito, com dois títulos seguidos na Eurocopa intercalado por uma conquista da Copa do Mundo, levou parte da imprensa internacional a colocar a Espanha entre as melhores seleções da história no futebol. Para ser mais específico, um patamar tão alto quanto o da Seleção Brasileira campeã mundial em 1970, uma comparação a qual Pelé trata com bom humor.
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"Aí também é demais, né?", disse Pelé, com um sorriso no rosto, ao ser questionado sobre o assunto nesta quarta-feira durante evento do banco Santander, do qual é embaixador para a Copa Libertadores da América. "Acho que se eu estivesse jogando nós ganharíamos sem dúvida nenhuma", completou, causando risos em muitos jornalistas presentes.
Depois do título espanhol na Eurocopa de 2012, com a vitória por 2 a 0 sobre a Itália no último domingo no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, o jornal esportivo de Madri Marca colocou a seleção do país como uma das melhores da história, apontando que somente o Brasil de 1970 "estaria à altura".
Para embasar sua tese, o periódico citou ainda uma enquete realizada por meio do Twitter oficial da Fifa na qual a Espanha atual foi apontada a melhor da história por 71% dos internautas participantes. Na segunda-feira, ainda em Madri, outro diário de esportes, o As, foi às bancas com a seguinte manchete: "a melhor equipe da história".
Na terça, o jornal generalista britânico The Independent, de Londres, publicou uma comparação entre os jogadores dirigidos por Vicente del Bosque hoje com aqueles comandados por Zagallo no Mundial disputado no México. Atribuindo notas nome a nome, o diário elegeu o seguinte onze ideal entre os atletas das duas seleções, dando pequena vantagem à brasileira: Casillas, Carlos Alberto, Brito/Sergio Ramos (empate), Piazza/Piqué (empate), Everaldo/Alba (empate); Clodoaldo/Busquets (empate), Jairzinho, Xavi, Pelé e Rivellino/Iniesta (empate); Tostão.
Parcialmente de acordo com a avaliação do diário britânico, Pelé destacou que "individualmente o time de 70 tinha mais jogadores que a Espanha, que tem dois ou três excelentes jogadores". Apesar da ressalva feita, Pelé prosseguiu seu raciocínio elogiando a seleção bicampeã europeia.
"Realmente há uma comparação que fazem com respeito à seleção de 70, que a FIFA nomeou como a melhor de todos os tempos. Acho que são épocas diferentes e você sabe que cada geração tem o seu momento. Sem dúvida nenhuma nessas duas últimas gerações o futebol mais bonito e o que mais gosto de ver é o da Espanha, muito compacto", disse.
Para concluir, Pelé ainda citou um argumento parecido com aquele que costuma usar para responder a quem compara sua trajetória no futebol com a de Alfredo di Stefano, Diego Maradona ou Lionel Messi - "primeiro precisam definir o melhor da Argentina". O brasileiro, assim, lembrou "que há pouco tempo atrás tivemos a Holanda, que tinha quase o mesmo tipo de jogo da Espanha, com Cruyff e Neeskens, e também diziam que a equipe era igual à de 70".
"Enquanto estão comparando as seleções que vêm com a de 70 é porque a de 70 sempre foi a melhor, é o parâmetro", afirmou. Pelé ainda não deixou de ressaltar um fato: a Seleção que brilhou na Copa do México com seis vitórias em seis jogos e 19 gols marcados contra sete sofridos não tinha a seu favor o amplo alcance da imprensa atual, bastante globalizada.
"A mídia ajuda muito. Imagina se a Seleção de 70 tivesse a mídia que tem hoje", supôs o Atleta do Século. "Porque hoje o cara faz um golzinho, faz o coração (para comemorar) e sai no mundo todo. Naquela época tinha que jogar na lua para se tornar conhecido".
- Taça da Copa Libertadores da América foi exposta durante o evento da patrocinadora da competição Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- A taça, que vai ser entregue a Corinthians ou Boca nesta quarta-feira, chamou a atenção de quem esteve presente no evento Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Pelé, embaixador da marca Santander, esteve no evento da patrocinadora da Copa Libertadores da América Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Presidente do Corinthians, Mário Gobi, tentou tirar a pressão sobre o time na final. "Se não ganhar nessa, será na próxima" Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Vice-presidente do Boca, Oscar Moscariello, substituiu o presidente do time argentino, Daniel Angelerici, que não justificou a ausência no evento Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Campeão da Copa Libertadores da América em 1963 pelo Santos, Pelé diz que vai torcer pelo Corinthians nesta quarta-feira Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- "Eu não tenho favoritos, mas como brasileiro quero que o Corinthians ganhe. É claro, eu sou brasileiro". Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Presidente do Corinthians, Mário Gobbi, diz que, por foco na final, é melhor dar "pit stop" em negociação de Castán Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Nicoláz Leoz, presidente da Conmebol, marca presença no evento Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Pelé com a miniatura da taça. O atleta do século não entra em campo nesta quarta-feira para entregar a verdadeira para o campeão Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Pelé cumprimenta o presidente do Corinthians, Mário Gobbi. O ex-jogador disse que torce pelo time paulista Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Nesta quarta-feira o Corinthians grava o nome pela primeira vez na taça ou o Boca grava pela sétima vez e se iguala ao Independiente, também da Argentina, como maior vencendor da Copa Libertadores Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- "Acho que não tem receita pra um jogo como esse. O Corinthians tem que jogar o que está jogando e não querer mudar nada" Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Representantes dos finalistas da Copa Libertadores, Mário Gobbi, presidente do Corinthians, e Oscar Moscariello, vice-presidente do Boca, chegam ao evento Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
- Nicoláz Leoz, presidente da Conmebol, chega ao evento da patrocinadora da Copa Libertadores da América Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

