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Polícia dispersa pequena manifestação pacífica em Cuiabá

13 jun 2014
20h52
atualizado às 21h12
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A Tropa de Choque, a Rotam e a PM desbarataram uma manifestação contra a Copa do Mundo de 2014, realizada nesta sexta-feira, em Cuiabá, pelo Comitê Popular da Copa, duas horas antes do primeiro jogo do Mundial na Arena Pantanal, entre Chile e Austrália.

<p>Manifestantes não entraram em confronto com a polícia</p>
Manifestantes não entraram em confronto com a polícia
Foto: Keka Wernerck / Terra

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Não houve confronto, porque os manifestantes informaram que não tinham intenção de ultrapassar o limite estabelecido pela segurança pública, que era, inclusive, anterior ao limite da Arena Pantanal, exigido pela Fifa. Chamou a atenção o forte aparato militar, que contou também com a Força Nacional e dois helicópteros no céu.

“Isso não é uma festa, porque na verdade a gente vê bilhões e bilhões desviados, interessando apenas à Fifa”, disse um manifestantes anarquista, que se identificou apenas como Nestor, se referindo ao mundial. “Não é contra a seleção, nem ao futebol, é contra a roubalheira”. Ele lamentou a violência policial em todo o Brasil que tem reprimido manifestações nas cidades-sedes.

A manifestação em Cuiabá começou com foguetes, para fazer barulho. Havia manifestantes mascarados ou com panos tapando boca e nariz. Muitos levavam cartazes e faixas.

O professor Claudio Dias, do Comitê Popular da Copa em Cuiabá, destacou que esse movimento é nacional e começou com o intuito de garantir os direitos das famílias despejadas para dar lugar a arenas e outras obras de mobilidade urbana. Em Cuiabá, há 780 despejos correndo ainda judicialmente.

Dias destacou que outra bandeira levantada na manifestação é a situação de trabalho dos operários, que, segundo ele, sofreram muita exploração na correria das obras da Copa, em jornadas extenuantes. Durante a marcha, os manifestantes lembraram a morte do operário Mohamed Ali Maciel Afonso, de 32 anos, na Arena Pantanal, vítima de uma descarga elétrica. Os manifestantes também levaram cartazes contra a exploração sexual das mulheres e adolescentes durante o mundial.

“O mais grave nisso tudo é esse estado de exceção criado pela Fifa, que praticamente toma conta do país, em conivência com os parlamentares. O Governo fez um pacto com a iniciativa privada, com a Fifa e os patrocinadores da Copa. Há tempos a gente vem denunciando esse estado de exceção. A gente quer direito à cidade e a se manifestar, mas não estamos aqui para entrar em confronto com a polícia”.

Dentre as pautas regionais, os manifestantes reivindicaram a finalização das obras do Hospital Regional, parada há mais de 20 anos, o fim das organizações privadas na gestão da saúde e uma auditoria nos recursos utilizados para a Copa.

O coronel Otomar Pereira, comandante da Tropa de Choque, assegurou que, se a manifestação ficasse parada ali, não haveria problema algum, mas se avançasse usariam armas letais e menos letais para contê-la. Minutos depois, os manifestantes dispersaram.

Fonte: Terra
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