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Rebelo crê no fim da greve em SP antes de Brasil x Croácia

9 jun 2014
13h12
atualizado às 13h57
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A mobilidade urbana da cidade de São Paulo tem sido caótica nos últimos dias. Com a greve dos metroviários, o principal meio de transporte do município está operando parcialmente e o congestionamento bate recordes. Em evento realizado na capital paulista nesta segunda-feira, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não mostrou preocupação com a paralisação às vésperas da Copa.

<p>Ministro do Esporte afirmou que a tendência é de que os grevistas acatem a decisão da Justiça, mas não programou Plano B para a abertura da Copa</p>
Ministro do Esporte afirmou que a tendência é de que os grevistas acatem a decisão da Justiça, mas não programou Plano B para a abertura da Copa
Foto: Getty Images

"Já há uma decisão inicial sobre a greve", resumiu. "Creio que a tendência, com a decisão judicial, é o movimento grevista levar em conta esta decisão. Não conheço aqui no Brasil uma greve que tenha persistido em desafiar uma decisão da Justiça", declarou o ministro, acreditando que o julgamento do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deve fazer os funcionários do metrô voltarem ao trabalho.

A paralisação preocupa a logística para a abertura da Copa do Mundo. Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira estreia no torneio contra a Croácia, na Arena Corinthians. Nos eventos-teste realizados nas últimas semanas, a Linha 3-Vermelha do metrô foi essencial para a chegada dos torcedores ao bairro de Itaquera, na Zona Leste da capital paulista. Mas a greve dos metroviários resulta em operação parcial da via, assim os trens não chegam às estações mais próximas do estádio.

Mesmo diante desta indecisão, Aldo Rebelo garante não haver uma segunda alternativa planejada caso os grevistas não voltem ao trabalho. "O plano B é aquilo que a decisão judicial já antecipou, ou seja, com a decisão da Justiça a tendência é, naturalmente, o trabalhador e o movimento sindical levarem em conta essa decisão", espera o ministro dos Esportes. "Então acho que a tendência, portanto, é que a questão seja resolvida", completa.

A situação a poucos dias da Copa do Mundo faz com que surjam questionamentos sobre o objetivo real da greve. Há quem insinue que a paralisação tenha por trás um cunho político, uma disputa de poder nos bastidores entre os governos do Estado e Federal. Mas as especulações não passam de teoria, e Aldo Rebelo prefere não analisar o problema deste ponto de vista. "Não cabe definir sociologicamente o que é a greve. Cabe o que a Justiça já decidiu ontem (domingo)", finalizou evasivamente o ministro.

Se a paralisação for mantida até a data da estreia da Seleção Brasileira, os trens da CPTM podem representar o meio mais seguro de chegar a Itaquera. Nos eventos-teste na Arena, a via dividiu o fluxo de torcedores com a Linha 3-Vermelha ao colocar em prática o "Expresso da Copa", trem que vai do centro da cidade até a estação Corinthians-Itaquera sem paradas.

Com a decisão tomada pelo TRT no último final de semana, a expectativa é que a greve termine ainda no início da semana. Fato é que, caso o metrô de São Paulo não consiga resolver a questão antes da quinta-feira, mais de 60 mil torcedores encontrarão dificuldades para chegar ao palco de abertura do Mundial.

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