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Ronaldo defende Copa de "protestos inventados" e enaltece progresso

5 nov 2013
19h03
atualizado em 6/11/2013 às 07h22
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O ex-atacante Ronaldo voltou a defender de críticas a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Em junho, milhares de pessoas foram às ruas pelo País exigirem melhores condições de transporte, segurança, educação e saúde, mas não perderam a chance de apontar a ira contra o Mundial ao produzirem cartazes e gritarem "Padrão Fifa" para o dia a dia na sociedade.

<p>Ronaldo defendeu a realização da Copa no Brasil</p>
Ronaldo defendeu a realização da Copa no Brasil
Foto: Getty Images

Nesta terça-feira, Ronaldo participou em Londres, no Reino Unido, de uma discussão sobre os preparativos para o Mundial do ano que vem em evento direcionado à indústria do turismo na capital inglesa. Membro do Comitê Organizador Local (COL), Ronaldo e outros representantes do Mundial foram muito questionados sobre a questão da segurança pública e do legado para a competição.

"Acho que desde o início os protestos direcionados à Copa do Mundo foram inventados. A gente continua provando com dados, informações e com todas as obras que estão sendo feitas graças ao Mundial que a Copa é um benefício importante para o País", disse Ronaldo, que citou o exemplo de Cuiabá, uma das 12 sedes.

"A gente foi ao Mato Grosso, na Arena Pantanal. A cidade era um canteiro de obras e a população estava orgulhosa, pois havia 30, 40 anos que não viam tamanho interesse naquele local, tamanho planejamento para mudar e estruturar a região. As pessoas estão aprovando a Copa em forma de investimento para o País. Claro que é um início, pois todo mundo quer ver investimentos em saúde, segurança", completou.

Ronaldo ainda se mostrou otimista com a possibilidade de que as manifestações vistas na Copa das Confederações não se repetirem em 2014, embora os protestos sigam ocorrendo ao redor do País quase que diariamente, ainda que em menor escala. "Durante a Copa do Mundo, com certeza não teremos esse problema. Porque as últimas pesquisas mostram que a população é a favor da Copa. A população vê a Copa como uma oportunidade de investimentos para o Brasil", afirmou.

O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, também foi bastante pressionado sobre a segurança no Brasil. O representante da entidade máxima do futebol, no entanto, comparou a situação no Rio a Nova York e Londres. Ele ainda salientou que os turistas não devem se preocupar.

"O alerta deve ser o mesmo que é dado para quem viaja a qualquer outro país. Existem algumas regras que precisam ser seguidas e é assim em qualquer lugar. Se você for a Nova York, você pode ir em algumas partes da cidade e em outras não. E é a mesma coisa para os torcedores que vão viajar para o Brasil", ponderou.

Weill finalizou afirmando que "vamos preparar guias para os torcedores, haverá sinalização e medidas que serão tomadas. Quantas imagens de pessoas sendo roubadas a gente vê em outras cidades do mundo? Até mesmo aqui em Londres. E as pessoas continuam viajando para cá. As pessoas que estão comprando ingressos sabem o que aconteceu na Copa das Confederações".

<p>Durante protestos em junho, Fifa era citada em pedidos por melhorias na saúde e na educação</p>
Durante protestos em junho, Fifa era citada em pedidos por melhorias na saúde e na educação
Foto: Diego Garcia / Terra
Fonte: Especial para Terra
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