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Fifa nega "influência" sobre relatórios de comitê de ética

14 nov 2014
19h11
atualizado às 21h33
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A Fifa não tem qualquer influência sobre os relatórios produzidos por seu comitê de ética, disse a entidade que controla o futebol mundial nesta sexta-feira, em meio a críticas pelos resultados de uma investigação sobre o processo de votação para as Copas do Mundo de 2018 e 2022.

<p>Entidade, presidida por Joseph Blatter, está cercada de escândalos de corrupção</p>
Entidade, presidida por Joseph Blatter, está cercada de escândalos de corrupção
Foto: Hannibal / Reuters

"O comitê de ética é independente da Fifa e contém duas câmaras separadas que espelham o sistema de justiça em muitos países, com uma câmara de investigação independente da câmara decisória", afirmou a Fifa em comunicado.

"Em linha com essa independência, a Fifa não tem qualquer influência sobre a elaboração de relatórios de investigação, nem sobre os resultados das investigações", acrescentou. "Em termos das recomendações do comitê de ética, estes serão cuidadosamente considerados e avaliados pela Fifa."

A Fifa foi alvo de polêmica na quinta-feira, quando seu juiz de ética, Hans-Joachim Eckert, disse não encontrar motivos para reabrir o processo controverso que concedeu a realização da Copa do Mundo de 2018 à Rússia e a de 2022 ao Catar.

No entanto, o investigador Michael Garcia, que passou 18 meses investigando alegações de corrupção durante o processo, publicou seu próprio comunicado dizendo que o documento da Fifa contém “diversas representações dos fatos materialmente incompletas e equivocadas”, acrescentando que irá recorrer da decisão.

A Fifa confirmou que recebeu a "intenção de recurso" de Garcia nesta sexta-feira.

"Levando em consideração que o prazo para apresentar razões para o recurso está em andamento, a Fifa não pode comentar mais no momento", declarou a entidade máxima do futebol.

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