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Juiz diz que é impossível publicar investigação contra Fifa

17 out 2014
09h23
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O juiz Hans-Joachim Eckert, do Comitê de Ética da Fifa, afirmou que é "impossível por razões legais" publicar na íntegra o relatório da investigação sobre as denúncias de corrupção envolvendo os processos de escolha de Rússia e Catar para sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente. Segundo o alemão, os depoimentos no documento foram coletados sob promessa de confidencialidade.

<p>Processo de escolha de R&uacute;ssia e Catar para sedes das Copas de 2018 e 2022 sofre investiga&ccedil;&atilde;o</p>
Processo de escolha de Rússia e Catar para sedes das Copas de 2018 e 2022 sofre investigação
Foto: Arnd Wiegmann / Reuters

"Publicar o relatório na íntegra colocaria a Fifa em uma situação legal muito difícil", disse Eckert. "Além disso, precisamos respeitar os direitos pessoais das pessoas mencionadas no relatório".

O presidente do braço investigativo do Comitê de Ética da Fifa, Michael Garcia, foi quem entregou a Eckert o documento de 360 páginas, além de 200 mil páginas de anexos que poderiam comprovar a fraude na escolha das sedes das Copas. Para Garcia, o relatório de investigação deve ser publicado, mesmo que com os nomes dos envolvidos borrados.

Desde a escolha de Rússia e Catar como sedes dos Mundiais de 2018 e 2022, em dezembro de 2010, denúncias e polêmicas sobre o processo de votação têm surgido na imprensa. O ex-presidente da Confederação Asiática, Mohamed Bin Hammam, é o principal suspeito de pagar propinas para que o Catar fosse escolhido a sede de 2022. Segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o Comitê Executivo da entidade tem o poder de tirar a Copa dos dois países caso sejam comprovadas as fraudes na votação.

Fonte: Terra

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