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Pressionado por corrupção, Blatter pede ajuda divina na Fifa

19 dez 2014
14h08
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A promessa por parte do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o relatório produzido pelo comitê de ética da entidade sobre compra de votos será divulgado ao público foi o evento mais concorrido até agora em Marrakech, onde acontece o Mundial de Clubes. E o que leva o dirigente a atrair muito mais a atenção dos jornalistas internacionais do que Cristiano Ronaldo é a polêmica envolvendo o advogado Michael Garcia.

<p>Blatter afirmou que vai recuperar a credibilidade da Fifa após investigações por compra de votos</p>
Blatter afirmou que vai recuperar a credibilidade da Fifa após investigações por compra de votos
Foto: Arnd Wiegmann / Reuters

O americano, responsável por investigar as denúncias de corrupção nas eleições que definiram Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022, apresentou sua renúncia do comitê de ética da Fifa nesta semana, afirmando que faltava legitimidade e liderança ao órgão para levar adiante as conclusões que sua investigação apontou. Para Garcia, há evidências de corrupção na escolha do Catar.

Mesmo assim, a federação internacional decidiu descartar as conclusões de Garcia e reafirmou que o país irá, sim, sediar a primeira Copa no Oriente Médio. "A decisão que foi tomada em 2 de dezembro de 2010 (escolha da Rússia e do Catar) continua, e não vamos realizar nenhuma outra votação", disse o suíço.

O presidente da entidade foi questionado se ainda possuía condições para seguir no cargo, mesmo após tantos escândalos consecutivos. Impassível, Blatter disse que pede forças a Deus para manter a credibilidade da Fifa.

"Passamos por uma crise, mas com a decisão tomada pelo comitê executivo hoje, a crise acabou. Temos união em nosso governo e isso é muito importante", afirmou. "Eu acredito em Deus. De vez em quando ele me diz que eu posso ir direto ao Vaticano para falar com o papa Francisco – o time dele vai jogar a final amanhã. E se Ele me der saúde e sorte, vou recuperar (a credibilidade) da Fifa".

Blatter chegou a dar algumas risadas e tentou demonstrar certa descontração durante a coletiva. Ele falou com a imprensa após duas reuniões do comitê executivo da entidade, que ocorreram na quinta e na sexta. No entanto, a tensão entre os cartolas da Fifa por causa da polêmica envolvendo o comitê de ética era evidente.

Mesmo aos 78 anos de idade – no comando da Fifa desde 1998, quando substituiu João Havelange – Blatter indica que irá mesmo concorrer ao quinto mandato, nas eleições de 2015. "Vou continuar trabalhando e lutando pelo futebol. Meu atual mandato vai até maio, e até lá vocês saberão qual será a minha decisão", completou.

Fonte: Especial para Terra
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