Em uma época na qual os videogames com gráficos em alta definição ainda não existiam, bastavam um botão, uma bolinha, uma palheta e um pouquinho de imaginação para que as crianças se sentissem na pele do seu jogador predileto. Com mais de 500 times em sua coleção, Andreas Rupitsch conserva na sua casa parte da história dessa brincadeira, que permitiu a uma geração inteira não apenas escalar seu time de coração, como também carregá-lo na palma da mão.
Aos 43 anos, o despachante operacional de voos e botonista nas horas vagas conta que sua paixão em colecionar foi despertada pelo sogro, que lhe apresentou seus times antigos em 1993. "Sempre joguei botão, desde moleque, e este episódio fez com que eu tivesse vontade de recuperar as cerca de trinta equipes que eu tive em minha infância, nos anos 1970 e 1980", recorda.
Andreas, então, começou a pesquisar sobre o tema na internet e também passou a frequentar feiras de antiguidades atrás de seus tesouros perdidos. "Logo eu recuperei a maioria deles, mas não consegui parar por aí", confessa. Assim, a coleção foi crescendo cada vez mais, até chegar aos sete mil botões de hoje. Agora, seu grande desafio é acomodar tudo isso em casa.
"Isso já foi até motivo de discussão com minha esposa. Eu guardo os times naquelas pastas plásticas que os colecionadores de moedas usam. Algumas delas ficam na sala, outras em cima do guarda roupa, e ainda tem uma parte no que seria o quartinho da empregada", diz.
São-paulino de coração, ele confessa que sua maior preciosidade é o time de botões do Palmeiras da época da Academia de Futebol, que foi o primeiro que ele ganhou quando criança. "Esse era o videogame da minha geração. Como era barato, todo mundo tinha. A gente escrevia com caneta o nome dos jogadores preferidos naqueles botões que só traziam o escudo da equipe e organizávamos campeonatos na rua."
Divulgando a paixão
Conforme sua coleção aumentava, Andreas sentiu necessidade de criar o blog "Futebol de Botão Antigo" para divulgar essa cultura. Sua intenção é postar todos os sete mil itens que possui. O problema é que a coleção não para de crescer, pois a ferramenta virtual o colocou em contato com novos aficionados dispostos a negociar raridades.
"Inicialmente o projeto iria durar apenas seis meses, com uma postagem diária. Mas o retorno que eu tive me estimulou a dar continuidade. Já ultrapassou um ano de existência, com cada vez mais colaboradores", finaliza.
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- Corinthians campeão paulista de 1977 Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Flamengo com Zico, Júnior e Rondinelli Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Santos de Pelé, Coutinho, Zito e Carlos Alberto Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Seleção brasileira do início dos anos 1960, com Pelé, Didi, Garrincha e Vavá Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Seleção brasileira de meados dos anos 1970 tinha Leão, Zico, Rivellino e Cerezo Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- A Academia de Futebol do Palmeiras Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- São Paulo dos anos 1970 reunia Forlán, Chicão, Pedro Rocha e Terto Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- O Vasco de Roberto Dinamite Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Fluminense dos anos 1970, com Rivellino e Marinho Chagas Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Botafogo de Paulo César Caju Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- O Internacional de Porto Alegre Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- O Grêmio também está representado na versão botão Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Cruzeiro de Raul Plasmann e Nelinho Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Alguns modelos contam com um belo design, como este Atlético Mineiro Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Versão em argola da seleção de 1992, com Romário, Bebeto, Dunga e Branco Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- O clássico Santos e Corinthians da Libertadores deste ano na versão botão Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- As seleção europeias também estão representadas Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Colecionador reúne times do mundo todo Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação
- Coleção inclui principais clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro, além da seleção brasileira Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação

