Coleção de botões tem Flamengo de Zico e Corinthians de 77

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Em uma época na qual os videogames com gráficos em alta definição ainda não existiam, bastavam um botão, uma bolinha, uma palheta e um pouquinho de imaginação para que as crianças se sentissem na pele do seu jogador predileto. Com mais de 500 times em sua coleção, Andreas Rupitsch conserva na sua casa parte da história dessa brincadeira, que permitiu a uma geração inteira não apenas escalar seu time de coração, como também carregá-lo na palma da mão.

Flamengo com Zico, Júnior e Rondinelli
Flamengo com Zico, Júnior e Rondinelli
Foto: Andreas Rupitsch / Divulgação



Aos 43 anos, o despachante operacional de voos e botonista nas horas vagas conta que sua paixão em colecionar foi despertada pelo sogro, que lhe apresentou seus times antigos em 1993. "Sempre joguei botão, desde moleque, e este episódio fez com que eu tivesse vontade de recuperar as cerca de trinta equipes que eu tive em minha infância, nos anos 1970 e 1980", recorda.



Andreas, então, começou a pesquisar sobre o tema na internet e também passou a frequentar feiras de antiguidades atrás de seus tesouros perdidos. "Logo eu recuperei a maioria deles, mas não consegui parar por aí", confessa. Assim, a coleção foi crescendo cada vez mais, até chegar aos sete mil botões de hoje. Agora, seu grande desafio é acomodar tudo isso em casa.



"Isso já foi até motivo de discussão com minha esposa. Eu guardo os times naquelas pastas plásticas que os colecionadores de moedas usam. Algumas delas ficam na sala, outras em cima do guarda roupa, e ainda tem uma parte no que seria o quartinho da empregada", diz.



São-paulino de coração, ele confessa que sua maior preciosidade é o time de botões do Palmeiras da época da Academia de Futebol, que foi o primeiro que ele ganhou quando criança. "Esse era o videogame da minha geração. Como era barato, todo mundo tinha. A gente escrevia com caneta o nome dos jogadores preferidos naqueles botões que só traziam o escudo da equipe e organizávamos campeonatos na rua."



Divulgando a paixão

Conforme sua coleção aumentava, Andreas sentiu necessidade de criar o blog "Futebol de Botão Antigo" para divulgar essa cultura. Sua intenção é postar todos os sete mil itens que possui. O problema é que a coleção não para de crescer, pois a ferramenta virtual o colocou em contato com novos aficionados dispostos a negociar raridades.



"Inicialmente o projeto iria durar apenas seis meses, com uma postagem diária. Mas o retorno que eu tive me estimulou a dar continuidade. Já ultrapassou um ano de existência, com cada vez mais colaboradores", finaliza.



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