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Com segurança reforçada, Blatter volta ao Brasil para fase final

Manifestantes prometem invadir o Maracanã no domingo em 12 pontos diferentes e polícia duplica efetivo para a final da competição

26 jun 2013
12h39
atualizado às 12h57
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<p>Assim como em outras cidades-sede, Rio de Janeiro também deve ter manifestações</p>
Assim como em outras cidades-sede, Rio de Janeiro também deve ter manifestações
Foto: Diego Garcia / Terra

O presidente da Fifa está de volta ao Brasil. Joseph Blatter desembarcou na manhã desta quarta-feira na Base Aérea do Galeão no Rio de Janeiro, vindo de Zurique, na Suíça, e já embarcou rumo a Belo Horizonte onde logo mais acompanha o primeiro jogo da semifinal da Copa das Confederações entre Brasil e Uruguai. Blatter permanece em Belo Horizonte esta noite e amanhã embarca para Fortaleza para ver Espanha e Itália, na segunda semifinal. Na sexta-feira o presidente da Fifa volta ao Rio de Janeiro para uma entrevista coletiva na sala de imprensa do Maracanã. Sábado, Blatter retorna ao aeroporto e viaja a Salvador para a disputa do terceiro lugar e depois volta ao Rio para, no domingo, estar na Tribuna de Honra para da final da competição. 

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Blatter ainda busca um espaço na agenda para tentar ser recebido em Brasília pela presidente Dilma Rousseff, mas devido à movimentação política na capital federal nos últimos dias deve deixar o encontro para uma próxima visita ao País, antes do fim do ano. O esquema de segurança de Blatter para os jogos será reforçado, para evitar expôr o presidente aos protestos previstos principalmente para Belo Horizonte na tarde desta quarta-feira.

Final
O Governo do Rio e a prefeitura devem anunciar nesta quinta-feira os detalhes da operação de segurança e trânsito para o jogo final do próximo domingo. O efetivo policial deverá ser o dobro do que foi usado no jogo entre Itália e México (1 mil policiais), no dia 16 de junho. A administração municipal prevê ampliar o bloqueio de ruas no entorno do estádio para facilitar a chegada do público e tentar evitar que as duas manifestações previstas para o dia do jogo se aproximem do Maracanã. Dentro do estádio, o Comitê Organizador Local (COL) vai ampliar em 200 o número de seguranças privados e orientadores de público. De acordo com o chefe de imprensa do COL, Saint-Clair Milesi, o aumento do efetivo já estava previsto. 

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Para domingo há duas manifestações previstas nos arredores do Maracanã. A primeira na parte da manhã, saindo da praça Saens Peña, na Tijuca, e chegando a pé ao Maracanã. A segunda, divulgada apenas por e-mail, prevê "invadir" o Maracanã por 12 pontos distintos logo que o jogo começar. Os organizadores pretendiam sigilo total na divulgação da manifestação, mas as informações, de acordo com o que apurou o Terra, já está em mãos das autoridades policiais, que já planejam bloqueios a partir dos pontos divulgados pelos manifestantes.

Os organizadores do protesto esperam confrontos com a polícia, já que pedem aos que aderirem aos protestos que se protejam com "Capacete e escudo contra balas de borracha". No comunicado, o "Ato por um Brasil Melhor" pede que ninguém leve armamento ou pratique qualquer ato de vandalismo ou violência durante a marcha. "Este evento está sendo feito na surdina, para que, sem ninguém esperar, chegue um mar de gente ao redor do estádio! Para que o mundo veja os manifestantes brotando de todos os cantos da cidade.... será épico! Tomara que as pessoas saibam guardar segredo até lá", diz a nota.

Fonte: Terra
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