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De rebaixado a campeão, Felipão light encerra jejum com velhas armas

Coincidências com 2002 marcaram gestão de Luiz Felipe Scolari na volta, por ora vitoriosa, à Seleção. Foi ainda seu primeiro grande título desde a Copa

1 jul 2013
11h23
atualizado às 23h33
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Deixar um jogador importante de fora como mensagem aos demais. Convocar um jovem de surpresa para projetar o futuro. Dividir responsabilidades com um coordenador técnico experiente. Na ausência de um líder destacado, eleger vários capitães. Apostar em seus maiores talentos até o fim.

<p>Com escudo de Parreira, Felipão passou por cima de desconfianças</p>
Com escudo de Parreira, Felipão passou por cima de desconfianças
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Confira todos os vídeos da Copa das Confederações

Luiz Felipe Scolari e seus mesmos escudeiros, como se vê, apostaram na base de uma receita pronta, campeã do mundo em 2002, para levar a Seleção Brasileira ao título da Copa das Confederações. De novo com o auxiliar Murtosa, o preparador Paulo Paixão, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o médico José Luís Runco. Felipão, ainda que favorecido pelas vitórias se reapresentou ao Brasil de versão mais light. Paciente, dócil em vários momentos e astuto no trato com os jornalistas que tantos problemas a ele causou no passado.

Por exemplo, exatamente em seu último trabalho. De volta ao Palmeiras em 2010, Felipão teve aproximadamente dois anos de um comando que não deu liga nem resultados expressivos em um clube efervescente e mal administrado. Teve desentendimentos com jogadores do elenco, em especial Kleber, e inaptidão para gerir a euforia pelo título da Copa do Brasil. À sua saída se somou o rebaixamento à Série B com Gílson Kleina, mas ainda o convite para voltar à Seleção.

Até onde consta, diferentemente do que fez em 2000, quando disse não para dizer sim no ano seguinte, Luiz Felipe Scolari aceitou o convite logo de cara. Chegou até a Copa das Confederações sob desconfiança e com o retrospecto de não bater um adversário relevante, o que ocorreu contra a França. E nos cinco jogos que levaram a Seleção ao título da Copa das Confederações.

<p>Neymar recuperou seu melhor futebol e, pela primeira vez, enfileirou grandes atuações contra seleções de ponta</p>
Neymar recuperou seu melhor futebol e, pela primeira vez, enfileirou grandes atuações contra seleções de ponta
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Neste caminho, ele abdicou de Ronaldinho, como havia abdicado de Romário. Kaká, outro descartado, era o jovem de 2002, condição que fica com Bernard. Antônio Lopes, hoje, é Carlos Alberto Parreira. Os líderes que eram Cafu, Ronaldo, Rivaldo, Roque Júnior e Roberto Carlos, hoje, são Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva e Fred. Os talentos que superaram dúvidas, antes Rivaldo e Ronaldo, agora são Fred e Neymar.

Este último, por sinal, merece uma consideração especial. Felipão entregou a camisa 10 a seu jogador mais especial, permitiu que fosse a Barcelona em meio à preparação e resistiu a questionamentos pelos gols que faltavam. Neymar, pouco a pouco, foi recuperado por desgastes físicos e psicológicos e focou exclusivamente o futebol. Chegou à final inteiro, como o chefe queria, e decidiu.

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Fonte: Terra
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