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Em meio a nova polêmica, Marin mantém rotina e evita confronto

22 mar 2013
08h05
atualizado às 08h05
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A repercussão no Brasil de uma gravação supostamente com sua voz publicada no YouTube não fez até agora o presidente da CBF, José Maria Marin, mudar sua rotina na viagem à Europa para acompanhar a Seleção e participar de reuniões da Fifa. A princípio, o mandatário manteve sua agenda e vai assistir ao amistoso do Brasil contra a Rússia em Londres, na segunda-feira.

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José Maria Marin não mudou agenda na Europa por conta de polêmica envolvendo seu nome
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Na quinta, dia do empate por 2 a 2 entre Brasil e Itália em Genebra, o presidente fez uma visita ao hotel da Seleção poucas horas antes do duelo. O jantar com os jogadores foi divulgado no site da entidade sem fazer referências à nova polêmica.

Marin chegou ao Hotel Intercontinental pela porta da frente e concedeu entrevista à ESPN Brasil dizendo que não viu o vídeo com as acusações e que estava em Genebra para falar de futebol. O presidente evitou confronto principalmente com Romário, que divulgou o vídeo em seu perfil no Twitter e pediu a sua prisão.

Na gravação, publicada no YouTube por usuário identificado como "Justic Just", uma voz que seria de Marin faz declarações ríspidas para um grupo de pessoas. Segundo o vídeo, a discussão envolveria ainda o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, e uma empresa responsável por administração de estádios e venda de ingressos.

Marin chegou à sua tribuna no estádio de Genebra dez minutos antes do jogo e sentou-se ao lado de Marco Polo Del Nero e do presidente do Palmeiras e chefe de delegação, Paulo Nobre. Vibrou com os gols, gesticulou bastante e deixou o estádio logo após o apito final.

Na chegada, cumprimentou e conversou rapidamente com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mas eles se sentaram distantes um do outro. Uma outra gravação que circula na internet, a qual alega ter sido editada e tirada do contexto, mostra Marin fazendo críticas ao ministro. Os dois também não se encontraram em reunião na Fifa, na terça-feira.

Com uma agenda à parte da Seleção na Europa, como sempre faz em viagens para amistosos, Marin é esperado em Londres apenas na segunda-feira. Nestes próximos dias, ele deve evitar os holofotes, mas a princípio não cogita retornar ao Brasil.

Outras polêmicas

O presidente da CBF viu seu nome envolvido em polêmicas mesmo antes de assumir o cargo. Durante a premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2012, conquistada pelo Corinthians, Marin foi filmado pegando para si uma das medalhas destinadas aos jogadores. Posteriormente, explicou que havia recebido a permissão de ganhar uma.

Mais recentemente, o dirigente vem sendo pressionado por conta de suas atividades como deputado em 1975, durante a ditadura militar. Marin teria pedido "providências" do Estado contra a TV Cultura por suas atividades. Pouco depois, o diretor de jornalismo da emissora, Vladimir Herzog, foi preso, torturado e morto na sede do DOI-CODI, em São Paulo.

O presidente da CBF negou veementemente qualquer ligação com o caso e usou até mesmo o site da entidade para se defender. O dirigente pode ainda ser chamado a depor pela Comissão da Verdade, que busca apurar crimes cometidos durante o regime militar.

Fonte: Terra
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