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PM nega uso de força excessiva por parte de policiais durante protestos

16 jun 2013
20h42
atualizado às 22h48
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Horas depois da confusão que acabou transformando as proximidades do Estádio do Maracanã em uma verdadeira praça de guerra, a Polícia Militar do Rio de Janeiro promoveu uma coletiva de imprensa para explicar a ação durante os protestos de manifestantes, neste domingo. E, assim como os pronunciamentos do Governo do Estado de São Paulo sobre as manifestações ao longo de toda a semana passada, a organização garantiu: a PM agiu de forma correta na hora de conter os protestos. 

<p>Policiais usam gás e balas de borracha para impedir manifestantes de aproximar do Maracanã</p>
Policiais usam gás e balas de borracha para impedir manifestantes de aproximar do Maracanã
Foto: AFP

"A PM não usou além da força necessária para conter as manifestações", afirmou o Coronel Frederico Caldas, porta-voz da PM fluminense. "A PM não reconhece uso ostensivo de força por parte dos policiais." 

De acordo com o balanço inicial da polícia sobre os confrontos, seis pessoas foram detidas e seis artefatos apreendidos, sendo dois coqueteis molotov - o conteúdo dos outros quatro objetos não foi divulgado. O número de feridos, de acordo com a PM, é de apenas um policial

O discurso da corporação destoa totalmente daquele de manifestantes e pedestres que passavam pelos entornos do Maracanã antes e depois da partida Itália 2 x 1 México. Segundo estes, policiais usaram de violência gratuita e desnecessária, inclusive contra famílias com crianças, em meio a um protesto pacífico.

O confronto teve início no viaduto Oduvaldo Cozzi, que liga a estação de metrô São Cristovão ao Maracanã, no qual três mil pessoas protestavam contra a má administração pública no País. A polícia reagiu com violência, atacando os manifestantes com cassetetes, bombas de borracha e gás lacrimogêneo. 

Após a partida, quando as Forças Armadas passaram a controlar o protesto, o clima era de tranquilidade. Enquanto os torcedores que estiveram no Maracanã partiam ao metrô, manifestantes criaram um cordão humano em volta deles e gritavam "da Copa eu abro mão, quero dinheiro para saúde e educação!".

Os gritos receberam coro do público, que também aplaudiu a atitude das pessoas de ir às ruas para lamentar as mazelas do País. 

Fonte: Terra
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