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Polícia de MG teme que manifestações comprometam acesso no Mineirão

25 jun 2013
16h30
atualizado às 22h56
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Diante da mobilização para o protesto marcado para horas antes do jogo Brasil x Uruguai em Belo Horizonte, o Coronel Márcio Martins Sant’Ana admitiu que existe a preocupação de que as manifestações comprometam o acesso para a partida semifinal da Copa das Confederações nesta quarta-feira.

<p>Belo Horizonte é uma das cidades mais agitadas por protestos</p>
Belo Horizonte é uma das cidades mais agitadas por protestos
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

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Em entrevista concedida na tarde desta terça na capital mineira, o comandante das operações previstas para quarta-feira disse que a polícia monitora discussões nas redes sociais e tem conhecimento de planos de obstruir todas as vias de acesso ao estádio. O trabalho para permitir o deslocamento de torcedores e delegações será feito, mas há preocupações com a dimensão dos protestos.

“Havendo esse impedimento com centenas de milhares de pessoas, o evento fica comprometido, e o direito de ir e vir de mais de 60 mil pessoas será privado. É impossível a polícia atuar contra a vontade de 100, 200, 300 mil pessoas, e é impossível uma força bruta que possa impedir isso em determinado momento”, afirmou.

O policial, no entanto, acredita que para impedir a realização do jogo seria necessário um envolvimento muito maior da população que o previsto. Em redes sociais, mais de 65 mil pessoas confirmaram presença, mas a polícia trabalha com um numero maior, que supere a marca de 70 mil estimada antes do duelo entre Japão e Nigéria, na última segunda. “Teria que acontecer uma mensagem clara de uma parcela significativa da população de Belo Horizonte para não querer o evento aqui", afirmou.

Em redes sociais, existem discussões de mudar o foco das manifestações e, além de chegar no entorno do Mineirão no bloqueio da Avenida Antonio Carlos, buscar bloqueios das outras vias de acesso e atrapalhar inclusive o deslocamento das delegações ao estádio. Também presente na entrevista, o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, minimizou a possibilidade.

“Esse quadro não desejamos. Vamos fazer de tudo para que isso não ocorra. Foram contingentes menores de torcedores nas últimas partidas, mas existe muita especulação nas redes sociais. O que podemos pedir é que os turistas e esses torcedores cheguem o mais cedo possível ao estádio”, disse.

A concentração dos dois principais eventos divulgados pelo Facebook será na Praça Sete de Setembro, na região central de Belo Horizonte. Nos fóruns de discussões, existem as mais variadas sugestões, que vão de uma marcha até o Mineirão até o impedimento da chegada das delegações no estádio.

A Polícia Militar reforçará a sua atuação no Hotel Ouro Minas, concentração da Seleção Brasileira, mas disse que a logística da operação fica a cargo da Polícia Federal. O efetivo para o jogo será de 5,5 mil policiais, com 1500 homens de exército de prontidão em pontos estratégicos pela cidade.

PM fará esforço para segurar manifestantes no centro

Segundo uma fonte do Terra dentro da corporação, a principal recomendação do Coronel Márcio Sant’Ana para seus comandados é que os militares segurem e façam o possível para que os manifestantes permaneçam apenas no centro da cidade.

Nas últimas manifestações, os protestos iniciaram na Praça Sete, coração de Belo Horizonte, no hipercentro, e em seguida foram para o Mineirão, fechando a avenida Antônio Carlos, uma das principais da capital. Desta vez, entretanto, Sant’Ana quer manter os manifestantes no hipercentro e garantir melhor acesso e segurança a quem vai ao jogo.

Ainda de acordo com a fonte ligada a PM, Sant’Ana terá policiais de todas as regiões de Minas Gerais, inclusive com militares de cidades bem distantes da capital mineira, como Juiz de Fora, que faz divisa com o Rio de Janeiro. Serão 5.567 policiais empenhados, entre cavalaria, batalhão e agrupamento de ações táticas especiais. Entre eles, 166 militares da Força Nacional, além de mil policiais do interior e dos pelotões de choque nas cidades onde não tem a probabilidade de protestos.

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Fonte: Terra
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