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Tanques de 8,8 mil tiros e agentes contra químicos fazem segurança do RJ

Polícia Federal, Exército, Bope e Marinha colocam 9 mil pessoas nas ruas para garantir a segurança da sede da final da Copa das Confederações

12 jun 2013 14h07
| atualizado às 14h50
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Nos dias de jogos, 1,2 mil PMs e guardas municipais farão o policiamento dos arredores do Maracanã, com apoio de batedores da Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Nos dias de jogos, 1,2 mil PMs e guardas municipais farão o policiamento dos arredores do Maracanã, com apoio de batedores da Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Foto: Ministério da Defesa / Divulgação

Principal cartão-postal do Brasil, destino de mais de 3 milhões de turistas neste verão e palco da final da Copa do Mundo de 2014, o Rio de Janeiro terá, na Copa das Confederações, seu principal teste de segurança desde que as favelas da cidade começaram a ser ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). Com três jogos - Itália e México (16 de junho), Espanha e Taiti (20 de junho) e a final (30 de junho) -, no Estádio do Maracanã, a capital fluminense terá 9 mil policiais, oito blindados que disparam até 1,1 mil tiros por minuto e agentes contra armas químicas para reverter a imagem de violência que marcou a cidade nas últimas décadas.

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Nesta quarta-feira, o Terra mostra a última reportagem da série sobre como as seis capitais estão se preparando para receber os jogos com segurança. Na sexta-feira, o especial foi aberto com a capital do País, Brasília; no sábado, foi a vez de Fortaleza (CE); no domingo, do Recife (PE); na segunda-feira, de Salvador (BA), e ontem, de Belo Horizonte (MG).

Os policiais treinados para a segurança no Rio serão usados mesmo em dias sem partidas no Maracanã. Um grupo desses agentes recebeu instrução especial para combate e ataque contra armas químicas, biológicas e radioativas, e contará com apoio de representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Na final, o Exército disponibilizará oito tanques antiaéreos comprados recentemente da Alemanha, cada um com capacidade para disparar até 1,1 mil tiros por minuto.

Um grupo de agentes do Rio de Janeiro recebeu instrução especial para combate e ataque contra armas químicas, biológicas e radioativas
Um grupo de agentes do Rio de Janeiro recebeu instrução especial para combate e ataque contra armas químicas, biológicas e radioativas
Foto: Ministério da Defesa / Divulgação

Da Base Aérea de Santa Cruz partirão dois caças F5, dois modelos Super Tucano, dois helicópteros e uma aeronave Eco 99 da Força Aérea Brasileira (FAB), responsáveis pelo monitoramento dos céus durante os jogos. A costa será controlada pela Marinha, que vai espalhar diversos navios pela orla e deixar soldados do Batalhão de Fuzileiros Navais em prontidão nas bases.

“Nós temos todo o planejamento do nosso litoral para interceptar veículos não autorizados. O público vai poder aproveitar todos os eventos sem nenhuma preocupação. Eles podem ter certeza de que nós estaremos de olho em qualquer ameaça que coloque em risco o bom andamento das festividades”, garantiu o coordenador da operação, capitão de fragata Giovani Correa.

Bope dentro do Maracanã
Nos dias de jogos, 1,2 mil PMs e guardas municipais farão o policiamento dos arredores do Maracanã, com apoio de batedores da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dentro do estádio, a vigilância ficará por conta de 420 PMs do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Grupamento Especial de Policiamento de Eventos da Força Nacional de Segurança.

Já a Polícia Federal (PF), que destacou 700 homens para a Copa das Confederações no Rio, terá como principais funções garantir a segurança das delegações dos países participantes, das autoridades e controlar as empresas prestadoras de segurança privada na área interna do Maracanã.

"Os helicópteros vão ajudar no deslocamento, antecipando problemas que existam para tornar o deslocamento mais fácil, repassando informações para o centro de comando e controle e repassando informações para outras forças de segurança e para o Ministério da Defesa", explicou o coordenador de Grandes Eventos da Polícia Federal na cidade, delegado Anderson Bichara.

Ataques terroristas
Na última quinta-feira, o Exército fez uma simulação no Rio e mostrou como vai reagir em caso de ataque terrorista durante o torneio. Caso existe alguma explosão, as pessoas contaminadas serão atendidas em um posto de emergência montado pelas Forças Armadas, passarão por um banho de descontaminação e serão medicadas. Os objetos usados no ataque vão para uma câmara, onde a temperatura atinge 200°C, e os veículos serão limpos em uma espécie de lava-jato.

Todo o equipamento do Exército estará próximo do Estádio do Maracanã e, em caso de um ataque químico, um posto de descontaminação pode ser montado em até 40 minutos. Segundo os oficiais, um laboratório móvel é capaz de identificar em poucas horas a substância responsável pela contaminação. 

Fonte: Terra
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