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Copa do Brasil

Campeão da Copa Nordeste corre risco de "parar" no 2º semestre

19 mar 2013
10h37
atualizado às 11h52
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O Campinense-PB fez história no último domingo ao conquistar a Copa do Nordeste, o clube e a Paraíba ainda estão em festa, mas mesmo a conquista inédita não foi capaz de garantir continuidade ao projeto vencedor. Do elenco campeão no domingo contra o ASA-AL, sem sofrer um gol sequer dentro de casa, 24 jogadores têm contrato até o dia 5 de junho, término do Campeonato Paraibano.

Ainda sem competição no segundo semestre, a equipe depende do título estadual para disputar a Série D do Brasileiro e ter razões para não desmanchar o time. Do contrário, a diretoria admite que não há o que ser feito e é possível que esse time fique apenas na memória do torcedor.

"Se não formos campeões paraibanos, será um novo time, vida nova. Não teremos motivo para manter elenco–", afirma o gerente de futebol do Campinense, Kleber Romero. Além do Paraibano, o clube ainda disputará a Copa do Brasil e sonha com um grande jogo contra o Flamengo, na segunda fase. Antes, porém, precisa passar pelo Sampaio Corrêa, na estreia.

Apesar das incertezas, a conquista não deixa de ser um marco, sobretudo pela fase recente do Campinense. O título da Copa do Nordeste coroou um trabalho de reconstrução do time, que quase fechou as portas há três anos. Por conta de processos trabalhistas acumulados desde a década de 90, a equipe rubro-negra tinha uma dívida de cerca de R$ 3 milhões, calculada pela Justiça paraibana em 2010. Por conta disso, o clube teve todos os seus bens penhorados e, alguns, leiloados. Foram desde troféus de importantes conquistas, como do hexa estadual até hoje inédito, a rolos de papel higiênico.

O ápice da crise foi também em 2010, quando a Justiça foi até a sede do clube e, com caminhões, retirou todos os bens, deixando vazias as dependências do Renatão, casa do Campinense, em Campina Grande. A atual diretoria, que assumiu em 2011, fez um acordo em abril do ano passado com a Justiça do Trabalho e 20% de todas as receitas vão direto para a quitação dos débitos. O clube garante que hoje a dívida está pela metade e haverá novo acordo em breve para renegociar valores.

A folha salarial é de R$ 240 mil mensais e não há atrasos. A conquista do torneio nordestino rendeu R$ 1 milhão. Dessa quantia, R$ 260 mil ficará para os atletas como gratificação. Uma história bonita, mas que carece de continuidade.

O futuro da Campinense

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Campinense foi campeão da Copa do Nordeste no último domingo, com vitória sobre o ASA
Foto: Futura Press
Campeonato Paraibano
A equipe precisa ser campeã estadual para conseguir vaga na Série D do Brasileiro e ter competição a disputar no segundo semestre. A estreia no Paraibano será quinta-feira, contra o Atlético de Cajazeiras, fora de casa. No domingo, o clássico contra o Treze, principal rival. O time é o favorito ao título com sobras e vê o Botafogo, de João Pessoa, o principal concorrente.

Copa do Brasil
Estreia no próximo dia 10, contra o Sampaio Corrêa-MA, às 20h30, no Amigão, em que não sofreu um gol na Copa do Nordeste. O principal objetivo do clube paraibano na competição é avançar pelo menos uma fase. Isso porque o adversário seguinte provavelmente será o Flamengo, que enfrenta o Remo-PA. O duelo contra o clube carioca geraria uma grande renda aos cofres do clube.

Os passos da reconstrução

Estabilidade financeira
Assim que assumiu o clube, em 2011, a atual gestão, do presidente William Simões, priorizou uma forma de negociar a dívida do clube, que batia os R$ 3 milhões. Em abril do ano passado, o clube fez um acordo com a Justiça para quitar uma quantia a cada mês da seguinte forma: de todas as receitas do clube, como conta de patrocínios e renda dos jogos, 20% iriam direto para pagar o montante devido. Hoje, o clube afirma que a dívida está pela metade e haverá no meio do ano outra negociação do montante.

Comissão técnica vencedora e elenco "pinçado"
Após um primeiro ano de resultados sem expressão, o Campinense venceu o Paraibano ano passado e garantiu vaga na Copa do Brasil e Copa do Nordeste deste ano. Assim, no fim do ano passado, o presidente tomou a decisão que considera primordial para o título: mandou embora toda a comissão técnica e elenco e contratou uma nova. A aposta foi no técnico Oliveira Canindé, que havia sido campeão da Série D com o Guarano de Sobral, do Ceará. Foram contratados 24 jogadores, a maioria sem sucesso em outros clubes, ou que já tinha trabalhado com Canindé, todos com a supervisão do gerente de futebol Kleber Romero.

Apoio irrestrito e pagamento em dia
Com o Campinense voltando a conquistar o Estadual, a diretoria também conseguiu atrair mais investidores para o clube. Uma situação comum em clubes menores, a Raposa recebeu muitas doações de empresários paraibanos para gastos com contratações, viagens e outras despesas. Hoje, o Rubro-negro tem o patrocínio da Central de Construção, um dos grupos mais fortes da Paraíba, da Rota do Mar, e prefeitura municipal, que paga cerca de R$ 35 mil para estampar a marca do São João de Campina Grande na camisa do clube. Isso é feito com outros do estado também, como o Treze.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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