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Chefe vê arbitragem brasileira no melhor nível, mas cobra padrão

23 fev 2013
07h00
atualizado às 08h11
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Alguns dos principais árbitros brasileiros passaram por um curso de aperfeiçoamento da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol durante esta semana em Goiânia. Presente no evento, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Aristeu Tavares, classificou a arbitragem praticada no Brasil como uma das melhores do mundo, mas luta para que os critérios sejam padronizados, em uma espécie de sintonia fina entre as decisões dos árbitros.

<p>Chefe da arbitragem da CBF, Aristeu elogia ju&iacute;zes do Brasil apesar da falta de padr&atilde;o</p>
Chefe da arbitragem da CBF, Aristeu elogia juízes do Brasil apesar da falta de padrão
Foto: João Paulo Di Medeiros / MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra

Para Aristeu, a arbitragem brasileira não perde em nada para a vista em outros centros do futebol e que os erros que acontecem por aqui são comuns lá fora também. “Eu entendo que estamos no nível das grandes potências mundiais. Aliás, é assim há muito tempo. Observamos falhas, erros, acertos, boas e más atuações em todos os países do mundo, nos grandes centros da Europa, da América do Sul, da Concacaf”, comparou.

Segundo o presidente, apesar de classificar o apito no Brasil como um dos melhores do mundo, os árbitros brasileiros têm suas falhas. E é no sentido de minimizá-las que a Comissão de Arbitragem realiza cursos e avaliações como esse realizado em Goiânia. Aristeu Tavares ainda contou que a preocupação na formação e aperfeiçoamento dos árbitros obedece quatro pontos.

“A arbitragem brasileira tem suas qualidades e suas falências, mas estamos trabalhando arduamente para tentar minimizar a ocorrência do equívoco, não que ele vá acabar. Todos os envolvidos no futebol e até em outras profissões tem seus equívocos, o jogador perde pênalti, o goleiro toma um 'frango', o treinador escala errado e o árbitro de forma inconsciente também comete os seus. Temos que tentar minimizar isso com muita instrução e com um acompanhamento com os quatro pilares da FIFA: o técnico, o físico, o psicológico e o social”, frisou.

Aristeu Tavares voltou a sinalizar que os erros acontecem em todos os lugares do mundo, mas que vê, em especial, a falta de padrão na adoção de alguns critérios de jogo. Para ele, o que falta é que todos os árbitros utilizem os mesmos parâmetros para lances semelhantes. "As falências são as mesmas que acontecem em outras partes do mundo, principalmente em relação a algumas interpretações que tem parâmetros, e esses parâmetros precisam estar padronizados ou pelo menos aproximados”" analisou.

Árbitros recebem instruções do instrutor físico Paulo Camelo e da psicóloga Marta Magalhães
Árbitros recebem instruções do instrutor físico Paulo Camelo e da psicóloga Marta Magalhães
Foto: João Paulo di Medeiros / MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra

Aristeu exemplificou que até mesmo um lance que é considerado como interpretativo para a decisão de um árbitro pode obedecer a um critério estabelecido. "O que é mão na bola é mão na bola, tem parâmetro para dizer o que é mão na bola. É interpretativo, mas com parâmetros. E o quanto desses parâmetros aplicados nessa interpretação é o importante que façamos a aproximação sempre", salientou.

O presidente deu outros exemplos e ressaltou que caso a arbitragem alcance essa padronização, ou aproximação, no uso dos critérios vai facilitar o entendimento do público em geral e até mesmo o número de reclamações diminuirá. “Como em outros exemplos, se o lance é uma clara oportunidade de gol ou uma jogada vantajosa, se a falta é temerária ou jogo brusco grave, esses parâmetros precisam estar mais alinhados. Com isso até dentro de um senso comum o torcedor vai poder saber se um jogador tem que levar um cartão amarelo ou um vermelho”, concluiu.

Fonte: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
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