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Copa do Brasil

Na volta da Bahia, Santos dribla recepção tímida em Guarulhos

5 ago 2010
19h21
atualizado às 19h35

Com festa de comemoração do título da Copa do Brasil marcada para a Vila Belmiro na noite desta quinta-feira, o elenco do Santos tratou de driblar uma tímida recepção armada por poucos torcedores no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na volta de Salvador, onde o time se sagrou campeão apesar da derrota por 2 a 1 para o Vitória, a delegação desembarcou direto na pista e não passou pelo saguão.

Jogadores comemoram a conquista de título inédito
Jogadores comemoram a conquista de título inédito
Foto: Agência Lance

Cerca de 40 pessoas esperavam a passagem dos atletas do clube santista, sendo apenas sete trajando vestimentas de torcidas organizadas. Havia mais gente interessada no motivo da aglomeração no saguão de desembarque do que na chegada dos craques. Ao serem informados sobre a chance de ver de perto os jogadores, os curiosos permaneciam algum tempo esperando, mas logo desistiam.

A manobra da delegação do Santos revoltou Alecsandro Bastos, almoxarife. "Venho nos desembarques há 10 anos e é a primeira vez que isso acontece. É frustrante porque, quando o time precisa, a torcida vai. Agora que viemos recepcioná-los, eles inventam isso", reclamou. O engenheiro químico Kléber Albert Dazzi também lamentou o "drible" levado, mas não vai perder a chance de ver os craques.

"Foi frustrante, mas pelo que fizeram por nós, serão nossos eternos heróis", afirmou Kléber, que esperou por mais de duas horas no aeroporto ao lado do filho Rafael, de oito anos. "Como não conseguimos ver o time de perto, agora vamos descer para a festa na Vila Belmiro. Vai valer a pena porque é um título inédito, então vou para lá com meu filho", disse o engenheiro químico.

Apesar da tristeza pela falta de contato com os campeões da Copa do Brasil, os torcedores concordaram em uma coisa: Neymar, Paulo Henrique, Robinho e Cia fizeram história com a conquista. Para Kléber, a nova geração é tão marcante quanto aquela que encerrou o jejum de 18 anos sem títulos vencendo o Campeonato Brasileiro de 2002.

"Aquela geração marcou pelo título, porque estávamos naquela fila de conquistas. Mas essa ficou por conta da ousadia, da molecagem", opinou o engenheiro, que não pôde ir à Bahia acompanhar a partida. Kléber não deixou de fazer a festa na capital paulista, no entanto. "Como não deu para viajar para lá, enchi Itaquera de fogos de artifício", brincou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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