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China envia representantes à África para aprender a sediar Copa

9 jul 2010
06h50
atualizado às 07h51

O chefe da Federação Chinesa de Futebol, Wei Di, que se encontra na África do Sul para obter informações sobre a organização de uma Copa do Mundo, afirmou que o gigante asiático "está determinado a receber um Mundial".

Wei, famoso por ter iniciado uma ambiciosa campanha de limpeza do futebol chinês, dominado durante anos por redes ilegais de apostas e compra de resultados, disse que o país não apresentará sua candidatura durante seu mandato à frente da federação, mas expressou sua confiança de que um dia a China "tenha êxito" neste sentido, em declarações à imprensa de seu país.

Após os bem-sucedidos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, a China ventilou a possibilidade de realizar a Copa em 2018 ou 2022, mas a candidatura não foi apresentada. Segundo a imprensa local, há expectativa de candidatura para 2026.

Essa possibilidade, no entanto, depende do que ocorrer em dezembro deste ano, quando a Fifa decidirá os anfitriões dos Mundiais de 2018 e 2022, já que se um país asiático for eleito, o torneio de 2026 não poderá ser realizado no continente, devido ao rodízio de continentes para receber o torneio.

Inglaterra, Rússia, Estados Unidos e duas candidaturas duplas - Espanha / Portugal e Bélgica / Holanda, brigam para receber o torneio em 2018 ou 2022, enquanto que quatro nações da confederação asiática apresentaram candidatura somente para o segundo destes torneios - Catar, Japão, Austrália e Coreia do Sul.

Na Cidade do Cabo, Wei afirmou que o futebol chinês tem problemas estruturais semelhantes aos que o sul-africano sofria há alguns anos, tais como escândalos de compra e venda de jogos e apostas ilegais, embora a chegada de administradores europeus tenha diminuído a incidência destas práticas.

Wei reiterou que o futebol no país vai sofrer um grande processo de reestruturação para sair da situação atual, com a adoção de métodos que tiveram êxito em países vizinhos, como Coreia do Sul e Japão, que tiveram boas atuações no Mundial de 2010.

Sobre a seleção chinesa, comandada pelo desconhecido Gao Hongbo, Wei disse que está em um bom momento (em 2010 conseguiu surpreendentes vitórias contra seleções como França ou Coreia do Sul) e que, portanto, não há por enquanto planos para mudar o treinador.

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A Miss África do Sul, Nicole Flint, 22 anos, se encontrou com a imprensa, nesta quarta-feira, numa tentativa de promover o país perante a mídia mundial
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Foto: Gallo / Getty Images
EFE   
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