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David Villa espera acabar com "maldição" da Espanha em Copas

5 jun 2010
10h04
atualizado às 10h17

Artilheiro da última Eurocopa, o atacante David Villa chega à África do Sul como uma das estrelas da Copa do Mundo e uma das esperanças da Espanha para acabar com o estigma "do quase".

O novo atacante do Barcelona disse, em entrevista ao site da Fifa, que espera acabar com a maldição da seleção, que chegou aos últimos mundiais como favorita e acabou sendo eliminada precocemente.

"Um dia as escritas caem e espero que seja desta vez", afirmou o jogador, que disse que o título da Euro em 2008 ajudou a terminar com o paradigma da Espanha de derrotados.

"Precisávamos mudar mais a dinâmica do que o nível do futebol. Essa mania de dizer que 'a Espanha joga bem, mas sempre é eliminada', 'é campeã antes de entrar em campo' ou 'tem azar nos pênaltis' já não existe mais. E creio que continuará enterrada por vários anos".

Para conquistar a primeira Copa do Mundo da história, David Villa aposta no conjunto espanhol, que mantém o esquema e o elenco há bastante tempo.

"Acho que o nosso estilo está definido há alguns anos. O mais importante é que este grupo não foi formado um ou dois meses atrás, mas há três anos, ou seja, tem uma filosofia de jogo e jogadores que se encaixam nessa filosofia, e isso sem dúvida se reflete em campo", analisou.

Uma das forças do time espanhol é a dupla de ataque formada por Villa e Fernando Torres. O segredo do sucesso do setor ofensivo da seleção é o bom relacionamento, segundo o camisa 7.

"Jogamos juntos há muito tempo. A boa relação que temos é importante. Não imprescindível, porque afinal de contas é dentro de campo que precisamos nos entender, mas somos amigos e isso faz com que tudo seja muito bom. O jogo dele se encaixa no meu e vice-versa. Somos uma boa dupla e já provamos isso há muito tempo".

No Grupo H da Copa do Mundo, a Espanha enfrentará Chile, Suíça e Honduras. Villa analisou os adversários e apontou os sul-americanos como o time mais complicado. A chave definirá o adversário do Grupo G, no qual o Brasil faz parte, nas oitavas de final.

"Os adversários da primeira fase talvez não sejam, em princípio, os mais fortes, mas eles não vão facilitar a nossa vida. Não conhecemos a seleção de Honduras muito bem, mas está organizada e chegou à Copa por méritos. A Suíça tem um futebol mais europeu, jovem e dinâmico. O adversário mais perigoso é o Chile, que fez uma grande campanha nas Eliminatórias da América do Sul. É uma equipe muito compacta, aguerrida e, além de tudo, extremamente perigosa no ataque", declarou o atleta.

Na Copa das Condeferações do ano passado, o mundo esperava um confronto Brasil x Espanha na decisão, mas os campeões europeus perderam para os Estados Unidos na semifinal. David Villa lamentou o "dia ruim" e disse que a equipe comandada por Vicente Del Bosque não pode vacilar para não voltar novamente mais cedo para casa.

"Uma coisa que já sabíamos dos torneios anteriores: basta um dia ruim para tudo ir por água abaixo. Não estávamos no nosso melhor momento contra os EUA, e não estou falando de jogar mal, pois criamos muitas oportunidades, mas não conseguimos convertê-las e acabamos eliminados.

A Espanha estreia na Copa do Mundo no dia 16 de junho contra a Suíça, às 11h (de Brasília), em Durban.

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David Villa já marcou 36 gols em 55 partidas pela seleção espanhola
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Foto: EFE
Fonte: Terra
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