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Era hora de parar de brincar, diz Fifa após veto ao Morumbi

26 jun 2010 07h27
| atualizado às 23h57
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Celso Paiva
Direto de Johannesburgo

Após ressaltar que não falaria mais sobre a Copa do Mundo de 2014 até o fim do atual Mundial na África do Sul, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, não cumpriu a promessa. Questionado sobre o veto ao Estádio do Morumbi neste sábado, em evento da entidade em Johannesburgo, o dirigente foi duro nas palavras e cravou: "era hora de parar de brincar".

"É uma boa notícia (ter terminado a polêmica do Morumbi)", disse Valcke, explicando a decisão. "Eles apresentaram um projeto, depois outro. Agora podemos parar de pensar nisso depois de meses, anos de discussão. Era hora de parar de brincar".

Desde 17 de junho, quando o Comitê Organizador da Copa no Brasil anunciou que o Morumbi não conseguiria arcar com as garantias financeiras necessárias e estava descartado do torneio, a Fifa ainda não havia se manifestado sobre o caso.

Primeiro integrante da entidade a comentar o assunto, Valcke não titubeou diante dos questionamentos dos repórteres neste sábado, em entrevista concedida no Estádio Soccer City cujo foco deveria ser o fim da fase de grupos da Copa da África do Sul.

Nesse contexto, o francês aproveitou para tranquilizar os fãs paulistanos, adiantando que, de uma forma ou de outra, a cidade mais populosa do Brasil obrigatoriamente receberá partidas em 2014.

"Não dá para imaginar uma Copa do Mundo sem São Paulo", afirmou. "Rio e São Paulo são duas cidades que não dá para imaginar sem jogos. Como foi dito por Ricardo (Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol - CBF), teremos uma reunião depois da Copa para achar uma solução e ter jogos em São Paulo. Mas antes precisamos de um estádio".

Essa necessidade citada por Valcke poderia ser sanada a partir da construção de uma arena em Pirituba. Na última quinta, porém, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, negou que já tenha comunicado à Fifa a aprovação do projeto e da equação financeira para erguer o novo estádio.

A possível solução em Pirituba ainda nem chegou aos ouvidos de Valcke. "Não sei de nenhum projeto novo em São Paulo. A análise só será feita depois da Copa do Mundo", continuou ele, que preferiu não estabelecer um prazo para a solução do imbróglio. "Não posso afirmar ainda, mas é claro que precisamos acelerar a situação de São Paulo. Vou tirar férias depois da Copa (de 2010) e depois vemos isso. Tem que ter um estádio, senão vira futebol de rua".

Além de São Paulo, Curitiba é outra cidade-sede do Mundial brasileiro que ainda tem muitas pendências a resolver. O Atlético-PR vê um impasse para financiar as reformas na Arena da Baixada, e o local apontado para abrigar jogos daqui a quatro anos pode ser alterado. "Não tenho nenhuma informação ainda", disse Valcke, sem se alongar muito sobre esse problema.

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Secretário da Fifa diz que não consegue imaginar São Paulo e Rio de Janeiro fora da Copa
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Foto: GettyFifa / Getty Images
Fonte: Terra
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