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Vacilos da arbitragem envergonham Blatter e Fifa faz "demissões"

12 jul 2010
04h11
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Dassler Marques

A arbitragem não conseguiu passar despercebida da Copa do Mundo na África do Sul. Erros marcantes aconteceram, o que foi suficiente para revoltar especialmente mexicanos e ingleses, que atribuíram nas contas de Roberto Rosetti e Jorge Larrionda suas eliminações no Mundial.

Sempre muito político, Joseph Blatter pediu desculpas a ingleses e mexicanos por conta dos erros de arbitragem e até deu margem aos comentários sobre mudanças na regra no futebol. "Depois de tudo o que ocorreu não teria sentido descartar uma nova conversa sobre o uso da tecnologia", afirmou o presidente da Fifa.

Para Sálvio Spínola, árbitro brasileiro que por pouco não foi à Copa do Mundo, o grande erro foi cometido contra os mexicanos em duelo contra a Argentina. "Não havia grande dificuldade, era normal para o assistente", diz ao Terra . O lance de Inglaterra e Alemanha, no entanto, foi mais difícil na avaliação do apitador.

"A olho humano, é quase impossível de ser percebido pela velocidade da bola", explica, absolvendo o auxiliar que não estava posicionado rente à linha de fundo no momento da finalização de Lampard. "Ele está na diagonal, como pede o manual, porque ele trabalha com várias hipóteses. Se o goleiro espalma, para saber se é escanteio ou não, e principalmente para olhar o rebote, se há ou não impedimento. Isso é o que mais acontece em jogadas como aquela".

Árbitros "demitidos"

Ao longo da Copa do Mundo, foi possível identificar grande preocupação da Fifa em evitar polêmicas que envolvessem os árbitros. Os que erraram de forma evidente praticamente foram descartados. Howard Webb, inglês que apita a decisão, e o mexicano Benito Archundia, da disputa de terceiro lugar, podem se considerar vitoriosos.

Quem sequer chegou a apitar no Mundial foi o sueco Martin Hansson. Mesmo com um bom histórico, ele falhou de forma drástica na repescagem das Eliminatórias da Europa. Hansson não viu o toque de mão de Henry em gol marcado por Gallas, lance que tirou a Irlanda e colocou a França na Copa. O sueco foi até a África do Sul, mas não entrou em campo.

Outros que não apitaram novamente depois de errar foram: Koman Coulibaly (anulou gol dos EUA contra Eslovênia), Massimo Busacca (expulsou o goleiro sul-africano Khune contra o Uruguai), Stéphane Lannoy (validou gol ilegal de Luís Fabiano diante da Costa do Marfim), Jorge Larrionda (não marcou gol inglês contra a Alemanha), Roberto Rosetti (não deu impedimento em gol de Tevez diante do México), Khalil Al Ghamdi (validou gol chileno irregular contra Suíça), Héctor Baldassi (falhou em Espanha x Portugal) e Ravshan Irmatov (errou em Uruguai x Holanda).

Sálvio Spínola prefere não apontar um melhor árbitro da Copa, mas observa um crescimento da classe como um todo. "Em 2002, você tinha o Pierluigi Colina, um dos melhores árbitros e que apitou magnificamente bem, mas foi uma das piores arbitragens como um todo", lembra. Entre os destacados pelo brasileiro, Howard Webb, Ravshan Irmatov, Benito Archundia e Marco Rodríguez.

Roberto Rosetti prejudicou mexicanos e foi excluído da Copa
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Foto: Reuters
Terra

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