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Volante do Uruguai diz que prefere categoria a jogo duro

14 mai 2010
19h48

Walter Alejandro Gargano Guevara tem sobrenome de guerrilheiro, prefere atuar com classe e evitar a pegada forte que caracterizou a seleção do Uruguai nas Copas do Mundo. Volante do Napoli (ITA), Gargano afirma que se inspira em meio-campistas de marcação mais habilidosos, como o espanhol Xavi Hernández e Juan Sebastián Verón.

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Foto: Reuters

"Talvez eu seja um pouco mais técnico que o típico volante uruguaio (risos)", disse o jogador em entrevista ao site oficial da Fifa. "O Xavi não perde uma bola e sempre a entrega redonda a um companheiro. No caso do Verón, quanto mais o tempo passa, mais ele gosta de jogar e mais fácil ele torna as coisas", elogiou o volante.

Walter Gargano, porém, declarou que não tem problemas caso precise recuperar uma bola de maneira mais ríspida. "É claro que, se for preciso chegar junto, também não me intimido. Entre os uruguaios sempre me espelhei no Pablo García (jogador que passou pelo Real Madrid). Ele também tinha técnica, mas, se precisava chegar junto, chegava", afirmou.

O volante, 25 anos, também aproveitou para agradecer ao técnico Oscar Tabárez, que confia completamente no camisa 23 do Napoli. "Ele nos pede para entrar forte, mas sempre com lealdade. O 'Maestro' me pede que jogue de volante de contenção. Então, faço isso e a partir daí tento contribuir como posso. De qualquer forma, pelo Uruguai jogo até de lateral se for o caso", comentou Gargano.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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