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16 de agosto de 2010 • 17h24 • atualizado às 18h18

Diante do Vitória, Felipão busca 11ª virada pelo Palmeiras

Felipão é conhecido por ser um técnico "copeiro"
Foto: Agência Lance
 

O torcedor do Palmeiras aposta no carisma e competência de Luiz Felipe Scolari para ver o time continuar na briga pelo título da Copa Sul-Americana. Aliás, o treinador também demonstra uma destacada história de viradas pelo Palmeiras, algo fundamental depois da derrota no jogo de ida por 2 a 0 para o Vitória, na semana passada, em Salvador.

Em sua primeira passagem pelo Palmeiras (entre 1997 e 2000), Felipão obteve dez reviravoltas em confrontos de mata-mata, ou seja, saiu classificado depois de perder o primeiro encontro. O retrospecto deixa o elenco alviverde extremamente confiante.

"Sabemos das dificuldades depois do resultado do jogo em Salvador, mas o Palmeiras está voltando a ter confiança. Nós sabemos que temos condições de conquistar essa classificação na quinta-feira", assegura Marcos Assunção.

Em contrapartida, os números também trazem uma preocupação aos palmeirenses. No primeiro trabalho no clube, Felipão conseguiu reverter apenas uma vez um placar de 2 a 0.

"Esse é um jogo diferente, difícil, sobretudo pela nossa derrota na Bahia sem marcar gols no Vitória", lamentou o zagueiro Danilo, sem esconder a apreensão.

A história das viradas de Felipão no Palestra Itália começaram em 1998. Pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o Palmeiras acabou derrotado fora de casa pelo Botafogo no primeiro duelo por 2 a 1. Na volta, classificou-se com um triunfo por 1 a 0. Na decisão do mesmo torneio, reverteu o revés para o Cruzeiro no Mineirão (1 a 0) com um êxito por 2 a 0 no Morumbi.

No ano seguinte, uma virada foi registrada na Copa do Brasil: derrota por 2 a 1 para o Flamengo, no Rio de Janeiro, e vitória por 4 a 2 no Palestra Itália. No caminho até o título da Libertadores, o time superou dificuldades na semifinal contra o River Plate (reverteu a derrota por 1 a 0 em Buenos Aires com um triunfo empolgante por 3 a 0 no Palestra) e na decisão, quando caiu diante do Deportivo Cali no jogo de ida (1 a 0) e ganhou o título nos pênaltis, após bater o mesmo rival por 2 a 1.

Ainda em 1999, o Palmeiras seguiu iluminado em mais confrontos. No Campeonato Paulista, mesmo sem a força máxima, preservada para outras competições, eliminou o Santos na etapa semifinal ao aproveitar a vantagem de melhor campanha (uma derrota e uma vitória pelo mesmo placar: 2 a 1).

Na semifinal da Copa Mercosul, tomou um susto diante do San Lorenzo, da Argentina, por 1 a 0, porém, atropelou o rival na volta por 3 a 0 na capital paulista.

Em 2000, Felipão diminuiu o ritmo das viradas e, ainda assim, deu muita emoção aos palmeirenses. Nas oitavas de final da Libertadores, perdeu para o Peñarol, do Uruguai, por 2 a 0, em Montevidéu, e garantiu a vaga no Palestra ao vencer por 3 a 1 no tempo normal e 3 a 2 nos pênaltis.

Para completar, uma classificação especial diante do Corinthians. Depois de ser derrotado por 4 a 3 na ida, o Palmeiras se superou no jogo de volta com os placares de 3 a 2 nos 90 minutos e 5 a 4 nas penalidades.

Atual técnico do Vitória, Toninho Cecílio mostra-se consciente da força de Felipão nos confrontos de mata-mata.

"Sei da capacidade do Luiz Felipe Scolari em reverter situações difíceis. Vou preparar meu time para o pior, já que vamos enfrentar um grande adversário como o Palmeiras", projeta o ex-gerente de futebol do clube paulista.

Gazeta Esportiva