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 África do Sul insiste em desvincular Copa Africana do Mundial
10 de janeiro de 2010 13h51 atualizado às 14h23

Jacob Zuma crê que ataques em Angola não interferirão em Mundial. Foto: Reuters

Jacob Zuma crê que ataques em Angola não interferirão em Mundial
Foto: Reuters

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que chegou a Angola para a abertura da Copa Africana de Nações, reiterou que não se pode vincular o atentado de sexta-feira em Cabinda com a realização da Copa do Mundo.

Zuma voltou a frisar que a África do Sul está 100% preparada para abrigar o Mundial e minimizou a importância das especulações que asseguram que o ataque armado contra a seleção do Togo, em Angola, vá ter incidência no Mundial deste ano.

Segundo o presidente sul-africano, o inaceitável ataque à delegação togolesa deveria servir para alimentar o ímpeto do continente africano e do mundo inteiro para trabalhar mais intensamente na eliminação do terrorismo e da violência.

Zuma chegou hoje a Angola acompanhado do ministro da Presidência, Collins Chabane, e do ministro de Esportes, Gert Oosthuizen, e desejou sorte à organização da Copa Africana. Ele ainda expressou suas condolências ao Governo e ao povo do Togo pela tragédia, que custou a vida de três pessoas.

O ônibus que levava a delegação do Togo foi atacado por rebeldes separatistas na sexta-feira em Cabinda, província angolana rica em petróleo. O motorista do ônibus e dois integrantes da comissão técnica foram mortos. O atentado ainda deixou dois jogadores feridos, um deles com gravidade.

Apesar do atentado, o Governo de Angola garantiu que o evento será realizado como o previsto. Além do Togo, nenhum outro país anunciou a retirada de sua seleção do torneio.

EFE
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