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 Fifa lembra "milagre de BH" dos EUA sobre Inglaterra em 1950
04 de fevereiro de 2010 19h50

Derrota em 1950 fez Inglaterra substituir uniforme reserva, até então azul marinho, por camisas vermelhas. Foto: Getty Images

Derrota em 1950 fez Inglaterra substituir uniforme reserva, até então azul marinho, por camisas vermelhas
Foto: Getty Images

Na mesma chave da Copa do Mundo da África do Sul, Inglaterra e Estados Unidos curiosamente já se enfrentaram em um Mundial. Foi na edição de 1950, no Brasil, e o resultado deste confronto foi absolutamente inesperado: vitória americana. Nesta quinta-feira, o duelo ganhou destaque no site da Fifa.

Se o futebol dos Estados Unidos ainda não pode ser considerado como uma grande potência em 2010, mesmo após Pelé e Beckham, na década de 50 o esporte tinha ainda era amador na América do Norte, enquanto os tradicionais ingleses já eram fortes na modalidade que eles mesmo haviam criado. Até por isso, o jogo - que terminou 1 a 0 para os EUA - foi chamado de "Milagre de Belo Horizonte", também em alusão à sede da partida.

Após perderem por 3 a 1 para a Espanha na estreia da Copa brasileira, enquanto os ingleses haviam batido o Chile por 2 a 0, a seleção americana tinha um ranking de 500-1 nas casas de apostas, o que significa que, a cada dólar apostado nos ianques, caso estes vencessem, renderiam outros 500 ao apostador.

No entanto, as grandes defesas de Frank Borghi, goleiro americano e motorista de carro funerário em seu país local, e o gol solitário aos 37min do primeiro tempo anotado pelo atacante Joe Gaetjens, haitiano de nascimento e lavador de pratos, fizeram Davi superar Golias naquela partida disputada no dia 29 de junho de 1950 no Estádio Independência.

"Geralmente, você luta e consegue segurar um time adversário, mas é muito difícil superar uma equipe muito melhor do que a sua, mesmo com um gol relativamente cedo na partida. Ficaríamos felizes até com uma derrota por 2 a 0", revelou Harry Keogh, zagueiro americano presente no duelo. "Nem em nossos maiores sonhos imaginávamos ter vencido", comemorou.

Se a representação da América do Norte comemorava o triunfo, a coisa era totalmente oposta na Inglaterra. "Nada deu certo. Esse era um daqueles jogos em que você está fadado a perder", disse o avante britânico Tom Finney ao site da Fifa. "Se jogássemos 100 vezes contra eles, venceríamos confortavelmente as outras 99".

Após aquela inesperada derrota, os ingleses não conseguiram se recuperar na competição e foram eliminados na primeira fase. Mesmo destino teve o heróico selecionado norte-americano: mesmo após o milagre, não conseguiu a classificação no grupo, que ficou com a Espanha. A derrota influenciou até mesmo no uniforme inglês, já que, desde aquela partida, a seleção britânica jamais vestiu novamente camisas e meias azuis escuros, que utilizou naquela partida, antes considerados a segunda vestimenta.

Gazeta Esportiva