Booth perfilado com a seleção da África do Sul: zagueiro deve estar na Copa do Mundo
Foto: Getty Images
- Dassler Marques
É impossível de não perceber a cena. Seleção da África do Sul perfilada para o hino com dez negros de estatura similar (em torno de 1,80 m) e Matthew Booth entre eles: a pele é branca como de um escandinavo, região de onde o zagueiro dos Bafana Bafana parece ter importado seu visual. Careca, geralmente com cavanhaque loiro e nada modesto 1,99 m de altura.
O perfil, a liderança e a performance de Booth convenceram Joel Santana, que o elegeu titular da África do Sul durante a Copa das Confederações. Hoje, com Carlos Alberto Parreira, ele retornou para o banco de reservas, mas não esquece a convivência com o atual treinador do Botafogo.
"Tive uma grande relação com Mister Santana. Posso entender porque ele é tão popular no Brasil e apreciei muito a fé que ele mostrou em mim durante a Copa das Confederações", afirma em entrevista exclusiva ao Terra. Perguntado por que não confiaram em Joel, Booth se esquiva: "Essa é uma pergunta a ser feita para nossa Federação", antes de completar que "desejo o melhor a ele no futuro".
A Parreira, as palavras de Booth são mais contidas. O "viking" sul-africano descreve o tetracampeão como "alguém que já ganhou uma Copa do Mundo e ganhou respeito instantâneo dos jogadores". Ele também elogia os técnicos do país: "temos vários treinadores jovens com habilidade de levar a seleção para um outro nível após a experiência da Copa". A contratação de Joel causou revolta de alguns deles em 2008.
A missão das oitavas e o samba no Brasil
Aos 33 anos, sendo cinco deles dedicados ao Krylia Sovetov, clube médio russo onde foi até capitão da equipe, Booth tem experiência no futebol. A ponto de poder avaliar que o sorteio da Copa do Mundo não foi generoso com os Bafana Bafana, adversários de México, França e Uruguai na primeira fase.
"Devemos nos classificar, senão será um desastre. Temos habilidade e apoio para isso. Todos os jogos serão difíceis, mas precisamos nos classificar antes de nos encontramos com a França", pondera sobre o terceiro jogo.
Booth foi um dos nomes que Parreira trouxe à América do Sul nas últimas semanas para um total de oito jogos, sendo sete no Brasil: o desempenho de quatro vitórias, três empates e uma derrota convenceu o zagueirão. "Fiquei extremamente satisfeito com os treinamentos", diz ele, que guarda na memória uma situação inusitada.
"A comissão técnica, na Granja Comary, organizou uma escola de samba para nos visitar e mostrar sua performance. Foi engraçado ver meus colegas de equipe dançando com as sambistas", se diverte, tendo aparentemente fugido da dança.
- Redação Terra

Foto: Getty Images 







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