A rede terrorista Al Qaeda ameaça dar as caras na Copa do Mundo da África do Sul. Segundo um comunicado reproduzido por uma revista islâmica, a intenção do grupo é lançar um ataque durante as fases finais do Mundial. Os principais alvos seriam as seleções de Estados Unidos, Inglaterra, Itália, França e Alemanha - países acusados de fazerem parte de uma "cruzada" contra o Islã.
"Seria incrível se, em um jogo entre Estados Unidos e Inglaterra, durante a transmissão ao vivo com o estádio cheio de torcedores, o som de uma explosão estourasse nas arquibancadas, com tudo virando de cabeça para baixo e o número de corpos chegando a dezenas, centenas, se Alá quiser", é o que diz o pronunciamento da Al Qaeda publicado na edição da revista Mustaqun Lel Jannah ("Esperando pelo Paraíso").
Estados Unidos e Inglaterra se enfrentarão pela primeira rodada da Copa do Mundo, dia 12 de junho, no Estádio Royal Bafokeng, na cidade de Rustenburg. As duas seleções integram o Grupo C do torneio, ao lado de Argélia e Eslovênia.
Em outubro passado, forças de segurança da África do Sul descobriram um plano dos mesmos terroristas para realizarem um ataque no Mundial. À época, a Agência de Inteligência Nacional sul-africana prendeu vários suspeitos ligados à Al Qaeda em Moçambique e na Somália, com a ajuda de agentes americanos e forças policiais.
No último fim de semana, a morte de um líder extremista branco, Eugene Terre'blanche, deu início a uma pequena tensão no país. O temor era por um provável retorno de conflitos étnicos na África. Terre'blanche era um dos principais defensores do Apartheid - regime de segregação racial - e foi assassinado por dois funcionários negros em sua fazenda.
Líderes radicais chegaram a prometer retaliação, mas logo minimizaram o fato. O presidente sul-africano, Jacob Zuma, pediu calma à população. Ele afirmou que era preciso ter cuidado para não permitir que aproveitadores utilizassem o fato para alimentar o ódio entre as etnias.
- Lancepress!



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