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 Fifa admite que injetou dinheiro extra para obras na África
11 de maio de 2010 06h44 atualizado às 07h41

Entidade admite ajuda financeira para concluir algumas das obras do país-sede do Mundial. Foto: Renato Pazikas/Terra

Entidade admite "ajuda" financeira para concluir algumas das obras do país-sede do Mundial
Foto: Renato Pazikas/Terra

A um mês do início da Copa do Mundo, a Fifa admitiu que teve que aprovar um aporte adicional de US$ 100 milhões (cerca de R$ 177 milhões) em março para garantir que o país-sede, a África do Sul, esteja pronta para receber um dos maiores eventos esportivos do calendário mundial.

O secretário-geral do órgão regulador, Jerome Valcke, disse que o aumento do orçamento da organização da Copa - de US$ 423 milhões (R$ 749 milhões) para US$ 523 milhões (R$ 926 milhões) - foi aprovado em uma reunião do comitê executivo da Fifa em março.

Os recursos adicionais foram dirigidos aos campos de treino. "Algumas equipes estavam insatisfeitas com o nível dos serviços dos campos", disse o secretário-geral da Fifa.

Uma das seleções que manifestaram preocupação com a qualidade dos gramados de treino foi a Inglaterra. Entretanto, a última informação é a de que o técnico inglês, Fabio Capello, está agora plenamente satisfeito com sua base na África do Sul.

Valcke disse acreditar que, com os US$ 100 milhões, nenhum novo aporte da Fifa seja necessário para concluir as obras na África do Sul. Segundo o dirigente, o aporte extra será mais do que compensado pela receita de cerca de US$ 3 bilhões (R$ 5,3 bilhões) que o evento deve gerar.

"É muito dinheiro, mas não estamos sentados em cima de lucro", disse Valcke. Ele afirmou que os recursos gerados com a venda de direitos de transmissão dos jogos são reinvestidos em programas de desenvolvimento do futebol ou associações nacionais do esporte em todo o mundo.

Recursos
A África do Sul tinha se comprometido a investir cerca de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8,8 bilhões) na construção e desenvolvimento de dez estádios, segurança e infraestrutura de transporte.

Um estudo da consultoria Grant Thornton estimou que o evento representará cerca de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional sul-africano. A diretora da Grant Thornton na África do Sul, Gillian Saunders, disse que os investimentos ajudaram a segurar a economia do país em meio à crise global.

"Existe uma percepção negativa em outros países em relação à África do Sul", afirmou Saunders. "Organizar a Copa do Mundo aqui ajudará a mudar essas percepções."

Para o secretário-geral da Fifa, o evento tem o potencial de deixar um legado de união em país marcado por uma história de racismo e imensas desigualdades sociais.

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